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    Raimundos em busca da sonoridade perdida Retorno do baixista e novo baterista injeta ânimo na banda


    Marinella Souza
    *Colaboração
    15/10/2008

    Depois de cinco anos afastado por motivos pessoais, o baixista Canisso (foto ao lado, à esquerda) está de volta ao Raimundos, prometendo fazer um som cujo único compromisso é a paixão pela música.

    A banda formada há quase 20 anos ficou conhecida pelo seu visual agressivo, contrapondo a letras rápidas em que predominam sátiras e ironias, resultando em um som diferente e divertido. Para Canisso, está sendo um grande prazer retornar aos palcos e à banda que ajudou a fundar.

    "Está sendo um processo muito bacana. A gente pegou "as rédeas da carroça", está com uma formação legal, o clima na banda está melhor", diz o baixista, acrescentando que, agora, são eles que "fazem tudo" na banda.

    Para ele, o Raimundos hoje é muito mais diversão. Assim ele define a nova fase da banda: "são amigos tirando um som". Segundo o baixista, a banda não tem mais compromisso mercadológico, não há mais a preocupação de fazer um som radiofônico, os meninos do som nervoso estão mais livres. "O show comanda nossas ações", declara.

    Nova fase

    Ao longo de quase duas décadas de estrada, contabilizando oito álbuns, Canisso atribui a permanência da banda entres as favoritas dos adeptos do rock'n roll pesado à legitimidade dos Raimundos, que, para ele, "representa o inconsciente coletivo de toda uma geração que ainda se identifica com o som. Isso é atemporal", avalia.

    O baixista, que saiu da banda em 2003 devido a desavenças com o antigo baterista, vê na chegada do novato Caio a possibilidade de revigorar o som e, ao mesmo tempo, com a sua volta, resgatar a sonoridade original, que havia se perdido ao longo dos anos.

    Essa injeção de gás está servindo para que a banda saiba o que os novos componentes têm para oferecer, suas influências e histórias para saber como usar tudo isso no novo CD que já está sendo trabalhado. Desse novo trabalho, Canisso adianta que os fãs vão poder desfrutar da experiência dos 20 anos e ver que os Raimundos "ainda tem muita lenha para queimar", instiga.

    Juiz de Fora

    Sobre Juiz de Fora, Canisso tem pouco a dizer, mas está esperançoso quanto ao retorno à cidade. "A gente fez um festival em Juiz de Fora em 95, 96 numa época em que a banda estava num crescente e foi muito marcante. Quero descobrir que relação a cidade tem com a banda", diz.

    Foto capa de CD antigo do Raimundos

    Segundo Canisso, a receptividade nas cidades em que a banda tem se apresentado tem sido boa, mas eles querem mesmo desbravar caminhos que já trilharam "e ver no que vai dar". E essa viagem de volta aos palcos tem sido bastante interessante para o baixista. "Eu já estava sentindo falta do contato com o público. Está sendo muito bom voltar", revela.

    Quanto ao show da nova fase da banda, os rapazes de Brasília pretendem contar um pouco da história e, claro, "colocar a galera para pular". Digão (vocal), Marquim (guitarra), Caio (bateria) e Canisso (baixo) voltaram com tudo e prometem não parar mais.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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