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    Luiz Melodia solta a voz no Central Cantor carioca está a caminho de Juiz de Fora para apresentação
    do show Estação Melodia, com sambas dos anos 30, 40 e 50


    Daniele Gruppi
    Repórter
    26/11/2008

    A leveza sonora marca os trabalhos de Luiz Melodia, cantor que se destaca na produção musical do país. Ele chega a Juiz de Fora para, no palco do Cine-Theatro Central (conheça a história do local), apresentar o show Estação Melodia. Admirador da culinária mineira, ele espera ter um tempo antes de soltar a voz, para comer frango com quiabo. Em entrevista, ao portal ACESSA.com, ele pede indicação de um restaurante onde pode saborear o prato.

    Do pai, Oswaldo Melodia, herdou não só o sobrenome, mas, principalmente, o talento musical. Aprendeu os primeiros acordes, quando menino. Passou a adolescência compondo e tocando sucessos da Jovem Guarda e Bossa Nova, com o grupo Instantâneos, formado com amigos. A experiência, juntamente com a atmosfera em que vivia - do tradicional samba dos morros cariocas -, resultaram em uma mescla de influências que renderam a Luiz Melodia um estilo único.

    O cantor carioca já contabiliza mais de 30 anos de uma carreira consagrada, traduzida pelo apreço às coisas do povo. Além do repertório do novo álbum, o cantor traz à cidade clássicos, como os sucessos Pérola Negra, Codinome Beija-Flor, Rosa, Ébano, Estácio Holy Estácio, Cara-a-Cara, dentre outros. Acompanhe o bate-papo que tivemos com Luiz Melodia:

    Foto de Melodia ACESSA.com - Como foi a realização do álbum 'Estação Melodia'?

    Melodia - Era um projeto antigo. Já pensava em fazer um CD de samba interpretando as canções. A oportunidade surgiu, selecionei músicas de quando era garoto e de quando meu pai cantarolava no rádio nos anos 30 e 40. Inclusive, minha mulher ajudou a escolher algumas. Já tinha falado com Humberto Araújo (produtor do disco) e ele achou a idéia do álbum maravilhosa. O resultado está dentro do que esperava. O trabalho conta também com bons músicos. Eles são a alma do CD, artistas que conhecem bem o gênero musical. O show de divulgação é para dançar junto, tipo gafieira. Estou viajando por vários lugares e a repercussão é genial. As pessoas se surpreendem, mas na terceira ou quarta música já fica tudo dentro do contexto. É um show para cima, no final as pessoas sambam, é uma alegria mútua.

    ACESSA.com - Como você definiria o estilo de Luiz Melodia?

    Melodia - Definiria como todos. Desde a infância até hoje, ouço do hip hop ao tango argentino. Posso dizer que sou a essência musical de todos os gêneros.

    ACESSA.com - Como é ver músicos famosos interpretando a sua música?

    Melodia - Muito bom. Quero mais. São poucos que cantam. Tem muito artista que admiro. Temos ótimos cantores. Adorei a voz e o disco da Roberta Sá. Se ela cantasse seria bem-vinda, assim como a Simone, Marisa Monte, Nana Caymmi. Tem muita gente que ficaria feliz de ver cantando minhas músicas. Peço para que elas cantem.

    ACESSA.com - Você já foi visto como o artista "maldito" pelas gravadoras e agora trabalha independente. Qual a diferença de fazer um trabalho independente para aquele que tem uma gravadora por traz?

    Melodia - Eu, por exemplo, sinto-me mais à vontade, solto para fazer o que quero, claro, ouvindo opiniões e idéias. Procuro trabalhar com pessoas bacanas. Quando queriam me impor alguma coisa no início da carreira, não dava certo e, por isso, veio o estima. Queriam me domar e não me deixava domar por gravadora multinacional.

    Foto de Melodia ACESSA.com - Qual música o público sempre pede nos seus shows, aquela que não pode faltar?

    Melodia - O público espera todos os clássicos, mas a que sempre estão pedindo é Cara-a-Cara.

    ACESSA.com - Qual é a sua influência musical, além do seu pai (Oswaldo Melodia), com quem você aprendeu os primeiros acordes?

    Melodia - Meu pai, certamente, foi minha grande influência. Observava situações que compunha e os encontros musicais com os amigos. Aprendi acordes no violão dele. São situações que me marcaram. Depois do meu pai, muita coisa me influenciou, como Jackson do Pandeiro. Ouvia rádio, ficava com o ouvido colado no programa Roda Sertanejo, que tinha o Jackon, o Luiz Gonzaga, dentre outros artistas da época que já não me lembro o nome, pois era garoto. A bossa nova, a música italiana, o bolero, os sambas do morro, pois sou cria do São Carlos (Rio de Janeiro), somaram na minha carreira.

    ACESSA.com - Como está sendo a experiência com a gravação do documentário "Luiz Melodia, vida e obra"?

    Melodia - O documentário está a caminho. Essa coisa do cinema é um pouco complicado. Já temos muita coisa pronta. Espero que 2009 a gente possa concluir. A experiência é boa. Tem momentos que atuo. A Karla Sabah (diretora) me convidou para fazer o trabalho e topei. Tenho muita história. Talvez até escreva um livro, só não garanto (brinca).

    ACESSA.com - Quais são seus próximos projetos?

    Melodia - Não tenho ainda. Penso em gravar um trabalho com músicas do meu pai e também um disco de hip hop em parceria com o Mahal, convidando amigos que fazem a mesma coisa, mas isso é mais para frente.

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