Diversidade musical marca carreira de Zeca Baleiro Cantor e compositor vai aportar em Juiz de Fora
e promete um show quente na cidade


Daniele Gruppi
Repórter
05/03/2009

O apelido surgiu na faculdade devido à mania de andar com guloseimas no bolso. Alguns anos depois, abriu uma loja de doces e balas caseiros e, não teve mais jeito, o apelido pegou. Embora não gostasse, adotou como nome de guerra. E foi assim, de baleiro para a consagração no cenário musical.

Hoje, Zeca Baleiro é um dos nomes mais requisitados para apresentações em todo país. O motivo? Talento, irreverência, crítica, poesia e diversidade sonora. Características que marcam a carreira do cantor e compositor desde a sua chegada ao mercado fonográfico com o CD Por Onde Andará Stephen Fry, lançado em 97. O álbum ganhou impulso após participação do artista no Acústico MTV da cantora Gal Costa.

De lá para cá, já contabiliza oito CDs solos lançados, sendo um duplo. O segundo álbum, Vô Imbolá, conta com participações especiais de Zeca Pagodinho, Zé Ramalho, Rita Ribeiro, dentre outros. O repertório mistura música brasileira folclórica, samba e ritmos eletrônicos. No álbum Líricas, há uma mudança radical de sonoridade e na concepção mais sóbria do show.

Foto de Beleiro Em PetShopMundoCão, considerado pela crítica como o melhor disco, utiliza linguagem eletrônica e traz participações de artistas, como Arnaldo Batista e Elba Ramalho.

Baladas do Asfalto e Outros Blues, de 2005, vem com arranjos mais elaborados e poesia em alta voltagem, com leve toque on the road. Em 2008, Zeca Baleiro brindou os fãs com mais um trabalho, o disco duplo O Coração do Homem-Bomba, e vem mais produções por aí. No bate-papo virtual, o cantor afirma que pode lançar mais um trabalho este ano.

Nessa trajetória, incluem-se álbuns com parceiros, como o CD Raimundo Fagner e Zeca Baleiro, DVDs, prêmios e muitos shows. Nesta sexta-feira, dia 6 de março, Zeca Baleiro tem mais uma missão: apresentar-se em Juiz de Fora. Confira a entrevista feita por e-mail com o cantor.

ACESSA.com - Sua ligação com a música começou cedo. Quando você se despertou para a possibilidade de se tornar um profissional?

Zeca Baleiro - Na adolescência, quando comecei realmente a tocar um instrumento. Depois, fui participando de eventos culturais na faculdade e tomei gosto pela coisa.

ACESSA.com - Enfrentou muitas dificuldades, no início?

Zeca Sim, como todos. A música é uma escolha difícil, tem que ter paixão.

Foto de Beleiro ACESSA.com - Sua carreira contabiliza números de sucesso. Como você a avalia?

Zeca Acho que conquistei, ao longo desses anos, uma certa independência e a adesão de um bom público. Talvez não precise de muito mais que isso, né?

ACESSA.com - Qual é a música que o público sempre espera Zeca Baleiro entoar nos shows?

Zeca São várias: Lenha, Bandeira, Mamãe Oxum, Heavy Metal do Senhor...

ACESSA.com - O que você gosta de ouvir nas horas vagas? Essas músicas influenciam no seu trabalho?

Zeca Há tempos que não tenho horas vagas... (risos). Mas tudo me influencia.

ACESSA.com - Na hora de compor, você prefere o dia ou a noite, agitação ou a calmaria? Enfim, o que te inspira?

Zeca Não tenho muita preferência, como vier, vem bem. Tenho feito músicas nas viagens, nos aeroportos, nos hotéis, no tempo que sobra. É um bom exercício também.

ACESSA.com - Quais são os seus projetos para 2009?

Zeca Gravar o DVD de O Coração do Homem-Bomba, disco duplo que lancei ano passado e, talvez, gravar um novo, ainda não sei. Tenho um livro no prelo também, que reunirá textos que venho escrevendo para o meu site desde 2005. E ainda tenho planos de um programa de rádio, vamos ver se dá tempo pra tudo.

ACESSA.com - O que os juizforanos podem esperar do show no Cultural Bar?

Zeca Um show quente, com muito calor.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

Conteúdo Recomendado

Comentários

Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.