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    Toni Platão relembra grandes sucessos em Juiz de Fora Cantor e compositor faz participação no show de Dado Villa-Lobos

    Guilherme Arêas
    Repórter
    25/7/2009

    Durante a primeira aula na Faculdade de Jornalismo, na cadeira de Filosofia, surgiu o apelido que seria incorporado ao seu nome dali para frente. Por discordar debochadamente das teorias do filósofo grego Platão, Antonio Rogerio Coimbra – assim mesmo, sem acento - não foi perdoado e passou a conhecido como Toni Platão.

    Na estrada musical desde a época de universitário, o fã de Elvis Presley e Roberto Carlos virou o vocalista do Hojerizah, banda marcada pela qualidade das músicas, lançadas durante os polêmicos anos 80. A curta duração da banda não fez o público esquecer as canções que viraram hits obrigatórios em qualquer coletânea do rock nacional.

    “Pros que estão em casa”, uma dessas relíquias, volta à cena, dessa vez nomeando o primeiro DVD da carreira solo de Toni Platão. Mesmo alegando que não sente qualquer saudade dos anos 80, o cantor e compositor selecionou a dedo grandes sucessos daquela época, com nova roupagem.

    Em Juiz de Fora, Toni Platão não terá a companhia de sua atual banda, formada por Sérgio Diab, Bruno Wanderley, Wlad e Rodrigo Ramalho. No entanto, divide o palco do Cultural Bar com os amigos Dado Villa-Lobos e Fausto Fawcet. Antes de pegar a estrada entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora, Toni gastou alguns minutos respondendo por e-mail as perguntas do Portal ACESSA.com. Confira:

    ACESSA.com - Como surgiu o convite para participar do show do Dado Villa-Lobos aqui em Juiz de Fora? Como será a sua participação no palco?

    Toni - Eu e Dado estamos sempre tocando juntos. Isso começou em 1993 e de lá pra cá essa parceria tem sido uma constante nas nossas carreiras. Dessa vez cantaremos “Tudo que vai”, uma parceria nossa que ficou muito conhecida com o Capital [Inicial]; “Como te gusta”, parceria também nossa que o Dado gravou no seu DVD; e duas do Legião. Com o Fausto, “Calígula Freejack”, parceria de nós três e que batiza meu segundo CD solo, produzido pelo Dado. Dado e Fausto são desses irmãos que você ganha na vida.

    ACESSA.com - Essa parceria antiga com o Dado e com o Fausto se repete agora no seu DVD (Pros que estão em casa). Além de escolher músicas próprias, como se deu a escolha do restante do repertório?

    Toni - A maior parte do repertório do meu DVD vem do meu CD “Negro Amor” e quase tudo ali vem de uma memória afetiva do que eu ouvia quando moleque, na década de 70.  Do CD veio o show, onde entraram coisas da minha carreira e outras de amigos da minha geração. Show esse que se tornou o DVD “Pros que estão em casa”, dirigido por Gringo Cardia. Acabamos de ganhar o prêmio da música brasileira de melhor DVD de 2009.

    ACESSA.com - Esse DVD traz canções dos anos 80, mas com uma roupagem bem diferente. Você acha que esse movimento saudosista aos anos 80, que explodiu há alguns anos, atrapalha os artistas que fizeram grande sucesso naquela época a lançar trabalhos diferentes hoje? Vocês acabaram ficando muito presos à imagem dos anos 80?

    Toni - Não creio que eu tenha sido mais conhecido nos anos 80 do que sou hoje. Eu era do Hojerizah, uma banda pra lá de cult, underground. E isso me dá uma puta liberdade hoje. A minha versão de “Louras geladas” prova isso. Se você não conhecesse a canção, saberia dizer de que década é aquilo? Eu, pessoalmente, não tenho saudade alguma dos anos 80.

    ACESSA.com - O Hojerizah tem um site que conta a história da banda, traz fotos e até notícias atualizadas. Vocês deixaram bem claro que não têm a intenção de voltar aos palcos juntos, mas comemoram os aniversários do fim da banda a cada década. É isso mesmo? Como funciona isso?

    Toni - Quem faz o site é o Marcelo Larrosa, baixista da banda. E é verdade isso. Comemoramos em 1999 dez anos do fim da banda com uma série de shows. Perguntaram se a banda estava voltando e dissemos que não. Talvez comemorando os 20 anos do fim do Hojerizah. E não é que a data chegou? Levamos um som outro dia. Vamos ver o que rola...

    ACESSA.com - De zero a dez, qual é a chance de o público contar com um próximo CD de composições suas inéditas?

    Toni - Imediatamente é zero. A médio prazo é dez. A média ficou em cinco.

    ACESSA.com - Juiz de Fora é uma cidade que tem muitas bandas batalhando por um espaço na música. Com a sua experiência de sucesso e também com alguns dos problemas enfrentados pelo Hojerizah, o que você pode apontar como fundamental para o sucesso de uma banda hoje?

    Toni - Quando estava começando, vi uma entrevista do Gilberto Gil em que, perguntado que conselho daria pros iniciantes, disse sem pestanejar: "persistam". A persistência é a alma do negócio. Passo esse conselho adiante. É isso mesmo.

    ACESSA.com -  Falando um pouco sobre internet, o seu site segue algumas tendências atuais na web, como a rolagem horizontal, por exemplo. Você é ligado em internet, sites de relacionamento e redes sociais? Acha que isso ajuda de alguma forma a música?

    Toni - Rapaz... É uma tendência nova essa rolagem? E eu que achava estranho. Começo só agora, muito tardiamente, a me aventurar nisso: site, myspace, quero ver esse tal de twitter... Essas coisas poderosas que preciso aprender a usar. Meu site só existe por conta de um, hoje grande amigo meu, português, que Zélia Duncan enviou pra um show meu, tem uns três anos. Ele trabalha com isso e ao voltar pra Lisboa se revoltou ao descobrir que eu não tinha ainda um site. Então na firma em que ele trabalha, a Webeffect, ele, Pedro Kapa, mais a Cristina Brites fizeram e fazem tudo. Eu fico daqui mandando material pra ele e o site está quase completo. Estou devendo um bando de coisas que fiquei de enviar e você me lembrou disso agora. Mas isso é bem internético, não? Meu site é do outro lado do Atlântico.

    ACESSA.com - Pra terminar vamos falar de um assunto que você domina muito bem, que é o futebol. Além de participar das edições do Rock Gol da MTV, você apresenta o Rock Bola na Rádio Oi FM, onde defende o tricolor carioca. Como tricolor eu te pergunto: como manter a saúde cardíaca em dia torcendo pro Fluminense? Tem como?

    Toni - Hehehe. Na verdade é até econômico porque se você sai vivo depois de assistir um jogo desse time de agora, você não precisa gastar dinheiro no médico fazendo check-up. Vamos rezar pra que a estrela do Renight Gaúcho brilhe. Senão vou passar 2010 sendo sacaneado na rádio.

    Os textos são revisados por Madaena Fernandes

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