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    Carlinhos de Jesus leva ao palco a dança típica brasileiraIsto é Brasil é um espetáculo com chorinho, samba, lambada, dentre outras manifestações. O artista mostra ainda uma coreografia especial Aquarela do Brasil

    Daniele Gruppi
    Subeditora
    7/10/2009

    Chorinho, samba de raiz, de roda, percussivo, no pé, de avenida, de gafieira. E mais lambada, forró e frevo. Isto é a dança típica brasileira. Isto é Brasil, espetáculo que Carlinhos de Jesus e sua Companhia apresentam em Juiz de Fora, no dia 15 de outubro, no Cine Theatro-Central.

    Carlinhos de Jesus estará acompanhado de 15 bailarinos para mostrar a história da origem da dança do samba, a partir da África, com toda a importância e influência na arte brasileira, para os refúgios do país até o Carnaval carioca.

    Como referência à grande festa do Rio de Janeiro, no final do espetáculo, será entoado o som de “Aquarela do Brasil”, composição de Ari Barroso que alcançou fama na voz de Gal Costa. O número ainda dá direito à apresentação de mestre-sala, porta-bandeira e passistas coreografados.

    Isto é Brasil está na estrada há mais de seis anos e encanta o público. Com simplicidade e simpatia, o artista disse por telefone ao portal ACESSA.com que espera agradar os juizforanos, já que vai revelar no palco toda a sua franqueza. Para saber mais sobre o espetáculo e a trajetória de Carlinhos de Jesus na dança, confira a entrevista com o bailarino.

    ACESSA.com - Há quanto tempo o Isto é Brasil está na estrada? Como foi a montagem do espetáculo?

    Carlinhos de Jesus - Há mais de seis anos. Sou um cara bairrista, muito brasileiro e vibrador com nossa cultura. Trata-se de uma coletânea de coreografias que tenho, em função da minha vida. Não é uma autobiografia, mas passa pelas minhas experiências e pelas minhas andanças. Fiz uma junção, traçando um significado dentro de uma origem, meio e fim. A história começa na África, tenho uma história com núcleos folclóricos, e pelo jongo, que descobri quando adulto. Vou da primeira manifestação afro-brasileira da dança, passo pelo chorinho, vou até o Norte e Nordeste e termino com o Carnaval do Rio de Janeiro, com as várias manifestações populares brasileiras. É a origem do samba na África que passeia por outros refúgios brasileiros. Isto é Brasil! Daí surgiu o nome da montagem. É a mistura rítmica e étnica que deu essa gente maravilhosa. O Brasil é uma mistura saudável. Por que, então, não juntar o clássico e o popular? Só no Brasil isso é possível. Convidei a Ana (Botafogo), só que ela não virá a Juiz de Fora por problemas de agenda.

    Carlinhos de Jesus dançandoACESSA.com - O samba é a sua grande paixão?

    Carlinhos - Com certeza. Gosto muito do samba, da salsa e do folk americano. No espetáculo, entretanto, não há esses dois ritmos, só o samba.

    ACESSA.com - E a sua ligação com Carnaval, quando começou?

    Carlinhos - Ah, desde garoto. Minha ligação com o samba passa primeiro pela escola de samba. A origem da minha dança é das festas e encontros sociais na minha casa.

    ACESSA.com - Quando surgiu a vontade de se tornar um profissional da dança?

    Carlinhos - Da demanda de amigos que queriam aprender a dançar. Chegava nos lugares e era a atração, todos ficavam encantados com minha dança e começaram os pedidos para ensiná-los. Era funcionário público, lidava com menor infrator, um trabalho puxado, muito desgastante. Procurei alternativas que me deixassem mais tranquilo, em que pudesse espairecer. A busca por essa terapia, aliada aos pedidos dos colegas, deu início a minha história profissional com a dança. Deixou de ser o Carlinhos, o dançarino, que tinha a dança como lazer, e passou a ser uma coisa séria. Comecei a lecionar. Vi que o retorno financeiro era bem melhor que meu salário. Na metade do mês conseguia alcançar o meu ordenado inteiro no Estado. Passei a optar pela dança. Foi na brincadeira, sem pretensão, como terapia. A minha formação é pedagogia. Conciliei a arte com a didática para ensinar aquilo que fazia espontaneamente.

    ACESSA.com - Quais são seus próximos projetos?

    Carlinhos - Conciliar os espetáculos com a minha companhia e com a Casa de Dança Carlinhos de Jesus. Sou empresário, tenho uma casa de sinuca e entretenimento. É meu investimento. Estou amando, quero abrir filiais, expandir o bar. A menina dos olhos, atualmente, é uma coluna de comportamento que tenho numa emissora de televisão. Tenho contrato para duas colunas, uma durante a Folia de Momo, sobre o carnaval, que é responsável pelo meu afastamento do Carnaval do Rio de Janeiro, e outra que faço durante o ano, sobre comportamento. Mas faço o Carnaval em São Paulo. É tão difícil ficar longe do Carnaval que corri para São Paulo.

    ACESSA.com - Vários rimos já estiveram na moda, como a lambada e o forró. Atualmente, tem um ritmo que está em voga?

    Carlinhos - Continua sendo o forró. O jovem está descobrindo isso. Na minha academia há sempre procura pelo forró. A gente mede o interesse por um ritmo quando todas as faixas etárias estão incluídas. Não tem nenhum ritmo novo e o forró mantém uma boa procura.

    ACESSA.com - Por que a dança fascina tanto?

    Carlinho de Jesus dançandoCarlinhos - Porque é a expressão de um sentimento. A dança expressa sentimento através do gesto. Você reúne várias expressões, a auditiva, a corporal e a visual. É a sensualidade, o corpo em movimento. A primeira forma de comunicação dos homens é o gesto em movimento. Na linguagem verbal é preciso conhecer o idioma. Na dança, não. Com um brasileiro ou com um alemão dançando é possível entender a mensagem. A dança é a comunicação, a sensualidade e a sensibilidade. Ela consegue expressar as minúcias do seu sentimento em várias vertentes. Tem a dança clássica, moderna, contemporânea, jazz, a dança de salão, dentre outras.

    ACESSA.com - O que os juizforanos podem esperar do espetáculo Isto é Brasil?

    Carlinhos - Tenho um carinho especial  por Minas Gerais. Sou casado com mineira e Minas sempre me recebeu bem. Juiz de Fora é bem próxima da minha cidade, tem relações afetivas, geográficas e sociais próximas. Sempre vejo pessoas de Juiz de Fora no Rio. O que posso levar é a minha sinceridade, a franqueza de estar no palco. Mostrar a nossa cultura brasileira, evidenciada no Rio de Janeiro, mas com origem em todo o país. O jogo do nosso palco tem um pouco de Minas também. Vou levar uma companhia de muitos anos, de prestígio no Brasil inteiro e cheia de jovens atuando. Existe uma ansiedade de dançar para o povo de Minas, pois faço pouco isso. Será a primeira vez que me apresento em Juiz de Fora. Espero que o público goste.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes


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