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      Juliana Knust e Danton Mello encenam Vergonha dos PésA peça apresenta os dilemas vividos por uma jovem, com reflexos diretos na relação do casal

    Aline Furtado
    Repórter
    8/10/2009

    A peça Vergonha dos Pés materializa o ringue de lutas de dois jovens, Ana e Jaime, em busca de suas identidades. O espetáculo mergulha de maneira atordoante nos pensamentos de Ana, uma jovem que, por calçar tamanho 33, se envergonha dos próprios pés. Quem dá vida às personagens são os atores Juliana Knust e Danton Mello, que conversaram com o Portal ACESSA.com.

    Ana é uma jovem insegura, imprevisível e solitária, que passou por momentos difíceis na vida, como o abandono do pai e a dificuldade de se entender com a mãe. Contudo, apesar do medo e da angústia, alimenta o sonho de ser escritora, o que a impulsiona a criar histórias fantásticas, recheadas de tramas sórdidas, que só acontecem em sua cabeça. A luta de Ana é fazer com que suas histórias cheguem ao papel.

    Para Juliana, sua personagem apresenta muitos conflitos devido à transição para a fase adulta. "São muitos questionamentos sobre a vida, que acabam por desencadear uma série de conflitos psicológicos. A insegurança faz parte da vida dela em todas as áreas." E, para a atriz, este é um ponto de identificação do público com relação à Ana. "Percebo que muitas pessoas, principalmente as mulheres, se identificam com a insegurança dela."

    Danton interpreta Jaime, personagem que é definido pelo ator como "um cara comum". "Jaime é estudioso, inteligente, humilde, generoso, bom caráter." Além de Jaime, Danton interpreta mais seis personagens, que povoam a vida e a mente de Ana ao longo da peça.

    Vergonha dos PésA relação entre os dois jovens é marcada por uma paixão fulminante, que vai se desgastando devido aos conflitos vividos pela moça, uma universitária atordoada pelo tédio e por personagens que só existem na sua imaginação. Estes personagens apresentam emoções extremadas, o que leva Ana a confundir realidade com fantasia, gerando diversos conflitos psicológicos. Para Danton, o relacionamento entre as personagens vai se tornando insustentável, porque Ana não se deixa amar, o que acaba por afastar Jaime.

    Durante a peça, os momentos em que Ana é perturbada por personagens imaginários são marcados pela busca de envolvimento, embora haja cautela a fim de que ninguém saia ferido da relação. Para Danton, estas cenas requerem muita agilidade, porque envolvem a troca de roupas e a manipulação de bonecos. "É uma experiência maravilhosa! Um grande desafio para um ator porque nos transformamos em cena aos olhos do público." A preparação envolveu o aprendizado da técnica de teatro de bonecos. "Confesso que sou apaixonado por teatro de bonecos e fiquei encantado com a possibilidade de aprender um pouco. Fico contente porque, para o público, é uma experiência totalmente nova ver um ator manipulando e interpretando como boneco", destaca Danton.

    Os atores ressaltam a intenção de provocar a reflexão do espectador. "Conseguimos fazer com que as pessoas saiam do teatro refletindo sobre a vida. É uma peça que faz pensar sobre a nossa existência", enfatiza Juliana.

    O texto de Vergonha dos Pés foi escrito por Fernanda Young e o espetáculo tem direção de Alexandre Reinecke.

    Carreira

    Embora esteja viajando pelo Brasil com a peça Vergonha dos Pés e tenha terminado de gravar, recentemente, a novela Caminho das Índias, da Rede Globo, Danton adianta que já está em fase de preparação para voltar à TV. " Estou me preparando para viver o Renato na próxima novela das 19h, Bom dia, Frankstein!." Segundo o ator, Renato é um jovem inteligente e racional, que trabalha como físico e astrônomo, e chega à trama para conquistar o coração da heroína, que será vivida pela atriz Fernanda Vasconcelos.

    Juliana adianta que, como a turnê de Vergonha dos Pés continua até o final deste ano, não há previsão de retorno à TV.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

    Vergonha dos Pés

    de Fernanda Young

    direção Alexandre Reinecke


            Solitária, lírica, imprevisível. Ana (Juliana Knust), a personagem central de Vergonha dos Pés, alimenta o sonho de ser escritora. Ela cria histórias fantásticas, imagina tramas sórdidas, elabora diálogos. Mas tudo se passa somente em sua cabeça. Sua luta é para que suas histórias cheguem ao papel. E aí reside o grande conflito da peça.

    Com direção de Alexandre Reinecke, Vergonha dos Pés é uma atordoante viagem aos pensamentos de Ana, uma jovem que, por calçar 33, envergonha-se dos próprios pés.

    O encontro com Jaime (Danton Mello), a paixão fulminante entre os dois, o tédio que lhe provoca a vida universitária, o aparecimento de personagens que existem somente em sua imaginação e que vivem emoções extremadas, fazem com que Ana confunda realidade com fantasia, vivendo conflitos psicológicos. Este é o maior destaque da encenação, durante o enredo, eles elaboram diversos personagens que buscam ter envolvimentos, mas sem se envolver e, assim, evitarem se machucar. Para isso, é preciso muita agilidade de trocas de roupas e manipulação de bonecos e vídeos. Tudo com os atores em cena quase a todo instante.

    Vergonha dos Pés vai materializar o ringue de lutas de dois jovens em busca de suas identidades.

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