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    Uma banda movida a inovação O mineiro Pato Fu traz um misto de tecnologia e originalidade em seu mais recente trabalho Daqui pro Futuro

    Aline Furtado
    Repórter
    11/12/2009

    Prestes a completar 18 anos de carreira, o Pato Fu é uma das poucas bandas criadas na década de 90 que ainda tem gás para criar e inovar. Aliás, estas parecem ser palavras de ordem para os integrantes Fernanda Takai (voz), John Ulhoa (guitarras, violões, teclados, programações e voz), Ricardo Koctus (baixo), Xande Tamietti (bateria) e Lulu Camargo (piano e teclados). Surgido na capital mineira, o Pato Fu possui um som que passeia do pop rock à música experimental, incluindo diversas influências eletrônicas.

    Em seu nono trabalho, Daqui pro Futuro, lançado em 2007, a banda apresenta 12 canções, sendo 11 são inéditas. O álbum, produzido por Ulhoa, traz experiências tecnológicas, obtidas em estúdio, com ajuda de computadores e de instrumentos modernos e medievais.

    O Portal ACESSA.com conversou, por email, com John Ulhoa sobre a carreira, o mais recente trabalho e o show que o grupo apresenta em Juiz de Fora. Confira.

    ACESSA.com - O Pato Fu está quase completando 18 anos de carreira. Qual é a avaliação deste tempo? Quais são as perspectivas?

    John Ulhoa - Em 2010 completaremos 18 anos de carreira. Acho que fomos muito bem sucedidos, fizemos um som que nem sempre foi fácil de encaixar comercialmente, ainda assim sempre nos mantivemos ativos e conquistamos um público grande e fiel. Queremos continuar assim, uma carreira longa e decente.

    Pato FuACESSA.com - Quais são as influências da banda?

    John Ulhoa - Filmes, livros, outras músicas, o cotidiano. Em música, anos 80 principalmente.

    ACESSA.com - Como pode ser definido o som do Pato Fu? Ou os rótulos não caem bem?

    John Ulhoa - Fazemos muitos sons diferentes, mas, no fim, podemos dizer que somos uma banda do universo pop, que vai de Beatles a Sepultura. Tudo isso vale. Pop rock está bem pra gente.

    ACESSA.com - Os integrantes do grupo estiveram, por cerca de três anos, se dedicando a projetos pessoais. Como foi a volta depois desse tempo?

    John Ulhoa - Não houve uma ida e uma volta, fizemos tudo paralelamente, sem interrupções. É bom saber que estes projetos não acabam com a banda. Sempre que estamos juntos e fazemos shows, sentimos a força que o Pato Fu tem, e que nos mantém unidos.

    ACESSA.com - Como está o trabalho de divulgação do álbum Daqui pro Futuro?

    John Ulhoa - Ah, já estamos em um ritmo de manutenção, preparando para um novo trabalho. É uma época um pouco mais tranquila.

    ACESSA.com - Este álbum mais recente traz muita informação tecnológica. Utiliza-se tecnologia de ponta para gerar sons antigos e instrumentos pouco usados hoje em dia para criar sons novos. Fale um pouco sobre isso, sobre este processo de criação.

    John Ulhoa - É, foi-se o tempo em que a música eletrônica soava com blip blip blip. Ela agora ela pode ser escondida mesmo atrás dos sons mais orgânicos. O Pato Fu é filho dessa tecnologia dos sequencers e samplers. Já nascemos assim, e a evolução disso tudo só aumenta nossas possibilidades sonoras. Quando queremos um som para uma música, buscamos o instrumento original, mas se não temos, fabricamos virtualmente, sem o menor pudor. Somos mais apaixonados pelo resultado final que pelo processo.

    Pato Fu

    ACESSA.com - Como é essa história de música orgânica?

    John Ulhoa - É um adjetivo para uma sonoridade mais próxima das bandas pré-eletrônicas. Só que tentamos atingir isso com eletrônica.

    ACESSA.com - Por que o nome Pato Fu?

    John Ulhoa - É Kung-Fu de pato, tiramos de uma tirinha do Garfield, que lutava gato-fu. Agora não tem mais por que, é o nome da banda.

    ACESSA.com - O que o público juizforano por esperar do show no próximo sábado?

    John Ulhoa - Um apanhado de todas as fases da carreira, com ênfase no disco mais recente. Os shows que fizemos em Juiz de Fora sempre foram muito bons, tenho certeza que esse será mais um na lista de alegrias em nossa carreira.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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