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    Pitty revela amadurecimento musical e sonoridades opostas em seu novo trabalhoA cantora, que se apresenta em Juiz de Fora nesta sexta-feira, conta sobre o processo de criação do novo trabalho, Chiaroscuro

    Aline Furtado
    Repórter
    28/10/2010
    Pitty

    O álbum de trabalho que dá nome à turnê da cantora Pitty por todo o Brasil, com show que aporta em Juiz de Fora nesta sexta-feira, 29 de outubro, Chiaroscuro, traz lados opostos, como já sugere a tradução do título, "claro e escuro".

    A artista revela, em entrevista ao Portal ACESSA.com, que o resultado foi acontecendo ao longo da produção, sem que houvesse qualquer tipo de intenção de marcar o trabalho por contrastes em sonoridades e letras.

    O álbum, que traz no título uma referência a uma das técnicas de pintura utilizada por Leonardo da Vinci, nasceu em meados de 2009, depois de quatro anos do lançamento do anterior, Anacrônico. Além do rock, é possível verificar, no trabalho mais recente, influências de soul, bolero e até de música erudita. As gravações foram feitas durante meses de encontros de Pitty com o baixista Joe e o guitarrista Martin, em um estúdio montado na casa do baterista Duda.

    Com sete anos de carreira, a baiana de Salvador, Pitty, ou Priscilla Novaes Leone conforme consta no registro de nascimento, conta que a concepção dos seus trabalhos não costuma seguir uma linha previamente determinada, bastando deixar a criatividade aflorar. Ao todo, a artista soma quatro CDs, sendo um deles gravado ao vivo, além de dois DVDs. Confira o bate-papo com a cantora, que saiu de terras baianas para apresentar ao Brasil e ao exterior o autêntico rock n' roll.

    ACESSA.com - Quais são as suas influências musicais?

    Pitty - É tanta coisa misturada... Rock de diversos tipos, blues, jazz, rockabilly, vaudeville, cabaret... Tudo que me toque de algum jeito.

    ACESSA.com - Como é o processo criativo durante a composição? Existe um ritual ou basta observação?

    Pitty - Não existe ritual. É intuitivo, natural e nem tem hora para acontecer. Na hora de escrever, gosto de ter algumas ferramentas a mão. O Dicionário Analógico tem sido uma delas.

    ACESSA.com - Você já revelou que se considera inquieta. Isso ajuda ou atrapalha artisticamente?

    Pitty - Espero que ajude, não tenho outra opção senão a de ser o que eu sou. A inquietude é parceira da curiosidade, dá vontade do novo. Acho que isso é bom. Melhor do que ser comodista e conformado.

    ACESSA.com - A Bahia é conhecida por exportar axé e coisas do gênero. Como é trabalhar na contramão disso?

    Pitty - Morando lá, era matar um leão por dia. Por aqui [São Paulo, onde a cantora mora atualmente], existe mais espaço para mostrar o som que faço, mais programas e menos concorrência com os ritmos populares.

    ACESSA.com - E a experiência de tocar em um trio elétrico no Carnaval de 2010? Rolaram críticas?

    Pitty - Que eu saiba não. Foi ótimo, e é totalmente diferente de tocar em um palco fixo. É um show móvel, com público, paisagem e clima móveis. É demais!

    ACESSA.com - Por que o intervalo de quatro anos entre Anacrônico e Chiaroscuro?

    Pitty - Além de estar ocupada em turnê e em vários projetos, minha criatividade quis assim.

    ACESSA.com - Por que a intenção de trabalhar lados opostos em Chiaroscuro?

    Pitty - O assunto pintou naturalmente, as músicas e letras continham essa dualidade. Não foi "intenção de trabalhar" isso. Foi destrinchar e trabalhar algo que já estava acontecendo ali. Foi olhar para o que estava sendo feito, reconhecer e aí "dar nome aos bois".

    Pitty e banda Pitty e banda

    ACESSA.com - Percebemos mais peso, mais densidade no seu som, se analisarmos seus trabalhos ao longo dos tempos. Como é que fica aquela história de que no rock as bandas tendem a suavizar o som com o passar do tempo?

    Pitty - Talvez a gente não caiba nessa história. Nunca sei para que lado vai ou como será o próximo. Na hora de fazer, eu deixo rolar, faço tudo o que sinto vontade e só depois é que eu vejo que bicho saiu dali.

    ACESSA.com - O que você curte, musicalmente falando, atualmente?

    Pitty - De coisa mais recente, o novo do Arcade Fire e do Weezer.

    ACESSA.com - A relação Pitty e fãs sempre foi muito facilitada. O que você tira de bom deste processo?

    Pitty - É sempre ótimo ter pessoas que curtem seu som e que se identificam com suas músicas. Eu sempre deixei claro que não acredito neste modelo comum de relação no qual o artista vive num pedestal. Não abro mão das minhas idiossincrasias e de ser humana. Esse é o lado bom, os que realmente gostam do que eu faço compreendem isso, e sabem que é em prol de desconstruir essa imagem demagoga e hipócrita que um monte de "celebridade" adota.

    ACESSA.com - Como você encara a internet e as redes sociais?

    Pitty - Como uma faca de dois gumes. É maravilhoso se você souber usar para pesquisar, aprender, descobrir e se relacionar. Mas pode também ser uma total perda de tempo se você for preguiçoso e superficial. Tudo é bom e tudo é ruim, só depende da mão onde está.

    ACESSA.com - Como está a expectativa para a estreia, no dia 12 de novembro, do longa Muita calma nessa hora, escrito por Bruno Mazzeo e dirigido por Felipe Joffily, que vai trazer uma canção sua?

    Pitty - Estou doida para ver como vai soar a música dentro do cinema, com aquele sonzão, e em que cenas ela vai aparecer, como eles vão linkar a trilha...

    ACESSA.com - Quais são os projetos para o futuro?

    Pitty - A curto prazo, teremos um clipe novo, ainda este ano.

    ACESSA.com - Qual é a expectativa de voltar a se apresentar em Juiz de Fora? O que o público juizforano pode esperar do show?

    Pitty - Vai ser massa voltar aí com a turnê do disco novo. A galera que foi no outro show vai ver coisas novas, com certeza. Sejam todos bem-vindos! A gente está amarradão de poder tocar em Juiz de Fora novamente.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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