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    A Orquestra quer diversão Considerada uma Big Band brasileira, a Orquestra Imperial leva aos palcos o som das gafieiras, com interpretações autorais e de canções já conhecidas

    Aline Furtado
    Repórter
    17/2/2011

    Formada no Dia dos Namorados do ano de 2002, com o intuito de realizar quatro shows no intervalo de um mês, a Orquestra Imperial chega ao seu nono ano com a proposta de garantir a diversão dos seus cerca de vinte integrantes fixos e, claro, do público.

    "O começo foi bem despretensioso. Não imaginávamos, assim como não imaginamos até hoje, uma coisa regrada. Tudo vai fluindo, como naquela época, em que quatro shows em uma casa noturna do Rio viraram uma temporada de quatro meses", conta, em entrevista ao Portal ACESSA.com, uma das integrantes da Orquestra Imperial, Nina Becker.

    Antes dos primeiros shows, o ponto de partida para o projeto de reunir músicos em uma orquestra que relembrasse e desse nova roupagem a diferentes canções foi o achado dos músicos Berna Ceppas e Kassin. Os amigos encontraram vários arranjos de gafieira em um livro de partituras do maestro Célio Varanda. Era exatamente do que precisavam.

    "Nossa dinâmica é bem relax, não definimos nada. Tocamos o que temos vontade e as participações na Orquestra Imperial vão acontecendo sem que pensemos nisso. Nossa essência é compartilhar, é tocar para nos divertir e divertir o público que nos acolhe. Aliás, não definimos nem este público, somos escolhidos, ou não, por ele."

    Um exemplo de como as coisas fluem de forma natural para a Orquestra Imperial, segundo Nina, são os ensaios. Ela conta que no caso da música Vem fazer glu-glu, gravado por Sérgio Malandro, tudo começou como uma grande brincadeira. "De repente um começa a tocar e o restante da Orquestra vai atrás porque aquilo ali está sendo uma forma de diversão."

    Em 2006, a Orquestra Imperial lançou um EP, homônimo, com três regravações e um tema instrumental: Me Deixa Em Paz, Obsessão, Popcorn e Sem Compromisso. No mesmo ano, foi gravado o primeiro disco, Carnaval Só No Ano Que Vem. Conforme Nina, um novo trabalho está sendo preparado, embora ainda não haja previsão de lançamento.

    Bagagem múltipla

    Orquestra ImperialO fato de ser formada por um grupo grande de músicos faz com que a Orquestra Imperial tenha como diferencial uma imensa bagagem de informação. "Cada um vem de uma formação, além de termos representantes de diferentes gerações. Tudo isso faz com que haja riqueza tanto musical quanto cultural."

    Entre os nomes fixos da banda estão Kassin, Thalma de Freitas, Rubinho Jacobina, Wilson das Neves, Rodrigo Amarante, Moreno Veloso, além do mais recente integrante, o músico Duani, que esteve, durante muitos anos, à frente do Forroçacana. "Além disso, grandes nomes já passaram pela Orquestra, como é o caso de Seu Jorge, que deixou este projeto para seguir carreira solo."

    Além dos fixos e dos outros nomes que passaram pela banda, como Ed Motta, Andreas Kisser, Elza Soares, Fernanda Abreu e Marcelo Camelo, cada apresentação conta com convidados, que fazem de cada apresentação um show especial. "Não planejamos nem estas participações. Às vezes, resolvemos na véspera e a coisa acaba fluindo bem", conta Nina, lembrando que até o próprio público pode ser convidado a dividir o palco com os músicos.

    Expectativa

    Mesmo já tendo feito turnês em países da Europa e nos Estados Unidos, a integrante afirma que cada apresentação é cercada de expectativa. "É sempre uma possibilidade de encontro, já que somos muitos e não nos encontramos sempre. Shows fora do Rio são ótimos porque vamos de ônibus, tagarelando e matando a saudade."

    Com relação à expectativa referente ao show, em si, Nina revela que existe uma certa curiosidade a respeito do público. "Queremos ver do que gostam aí em Juiz de Fora, o que conhecem de nosso trabalho", conta, referindo-se ao show que a Orquestra fará em Juiz de Fora na próxima sexta-feira, 18 de fevereiro.  Certeza mesmo, segundo ela, é da diversão garantida, em uma apresentação com repertório variado de gafieira, mesclando músicas autorais e interpretações de grandes sucessos.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken


     

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