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    DEZimprovisa leva programa de TV aos palcos, com humor mais ácidoGrupo de atores do programa Quinta Categoria da MTV reproduz os jogos de improviso no teatro, sem preocupação com o pudor

    Clecius Campos
    Subeditor
    24/3/2011
    Foto dos atores no palco

    Os quatro atores que integram o espetáculo DEZimprovisa, nova investida da Companhia de Humor Deznecessários, têm o objetivo de simular, nos palcos de teatro em todo o Brasil, os mesmos jogos que ocorrem no programa Quinta Categoria, exibido pela MTV, com Paulinho Serra, Rodrigo Capella, Felipe Ruggeri e Tatá Werneck. A diferença é que a linguagem teatral e a liberdade do tablado permitem atuações menos preocupadas com o pudor e com humor mais ácido.

    É o que promete o líder do grupo e diretor do espetáculo, o ator Paulinho Serra, para o show a ser apresentado, em Juiz de Fora, neste sábado, 27 de março, no Cine-Theatro Central. Por telefone, Serra aproveitou o intervalo da gravação de uma peça publicitária para TV, para conceder entrevista ao Portal ACESSA.com. Ele fala sobre a dinâmica do show, sobre o humor de improviso e sobre o povo juiz-forano. Confira o bate-papo.

    ACESSA.com - Esta é a primeira vez que vocês vêm a Juiz de Fora, com o DEZimprovisa, certo?

    Paulinho Serra - Correto. Tínhamos ido a Juiz de Fora com outro grupo e eu também já estive aí sozinho. Estou muito feliz de poder voltar a um teatro que é tão lindo e que já faz parte do cenário do teatro brasileiro. Todos os atores que viajam o Brasil com espetáculos sabem da importância de Juiz de Fora. O povo de Juiz de Fora é muito legal comigo. Tenho uns amigos daí e é um pessoal que bebe muita cachaça.

    ACESSA.com - Não é tanto assim...

    Paulinho Serra - É sim, cara. Parece que eles têm tudo em dobro: dois fígados, dois pâncreas...

    ACESSA.com - Além dos múltiplos órgãos, o que mais o juiz-forano tem que pode contribuir com o espetáculo de sábado?

    Paulinho Serra - Vai depender da plateia. Como é tudo completamente improvisado, não sei o que pode acontecer no palco. O elenco e o publico vão viver essa experiência juntos. Se a plateia vier com alguma história interessante de Juiz de Fora, pode ser aproveitada.

    ACESSA.com - Então é mesmo tudo improvisado, igual ao programa da MTV, com participação da plateia?

    Paulinho Serra - Sim. A gente leva o programa para o palco, com a linguagem do teatro, claro. É uma boa oportunidade para quem assiste ao programa e diz: "isso aí é combinado". Eles vão ver que não é nada combinado. E a plateia participa o tempo todo. Antes do espetáculo, a produção recolhe frases sugeridas pelo público que podem ser usadas no espetáculo. Quem quiser, pode até levar as frases de casa. Além disso, tem as colaborações que pedimos na hora.

    ACESSA.com - Como você vê o humor de improviso? É uma alternativa ao teatro tradicional e ao movimento stand up comedy, por exemplo?

    Paulinho Serra - O humor de improviso está ficando mais popular de uns anos para cá. No Brasil, um grupo carioca chamado Zenas Emprovisadas [Z.É.] começou o trabalho há seis anos. É completamente diferente do teatro tradicional e do stand up. Acho que é uma mistura disso tudo.

    ACESSA.com - O programa na MTV tem vários quadros [Falas Sorteadas, Jogo do Transforma, da Rima, Jornal de duas cabeças, Redublagem...]. Qual deles faz mais sucesso no teatro?

    Paulinho Serra - O Jogo da Mentira. O ator tem que mudar a história, quando escuta o colega falando que é mentira. Então ele começa: "— A Chapeuzinho Vermelho estava caminhando pelo bosque... — Mentira! — Estava na casa da vovó... — Mentira! — Estava em casa mesmo, porque resolveu que aquele dia não ia sair..." e por aí vai.

    Foto dos atores

    ACESSA.com - Qual é a diferença entre o que é feito na TV e o que é apresentado no palco?

    Paulinho Serra - No teatro, a gente faz um humor mais ácido do que na TV. Um humor menos hipócrita, que não tem muita preocupação com o pudor. Aliás, nenhum de nós tem preocupação alguma com o pudor, por isso a censura é 16 anos. Além disso, estamos mais livres para fazer as críticas políticas e sociais, que também fazem parte do humor.

    ACESSA.com - Já que falou dos atores, o que você pode mencionar de cada um deles?

    Paulinho Serra - Primeiro tenho que dizer que Juiz de Fora terá uma particularidade. O Rodrigo Capella não poderá estar, porque vai fazer uma operação no olho. Então, convidamos o ator Murilo Couto, que atua no Comédia em Pé. É um destaque da nova geração do humor.

    ACESSA.com - Então, vamos lá, fale um pouco do elenco.

    Paulinho Serra - O Felipe [Ruggeri] faz imitações brilhantes. Sílvio Santos, Galvão Bueno, e é excelente no quadro das traduções. O Murilo Couto é um sem-vergonha, cara de pau, que se joga, toma o palco de assalto, com um humor bem corporal. A Tatá [Werneck], talvez, seja a atriz mais engraçada hoje na televisão brasileira. Se houvesse um top 5 das melhores, ela estaria nesse grupo. De mim, o público pode esperar muita entrega, porque faço o trabalho com muito carinho e sou capaz de qualquer loucura para fazer o público rir.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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