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    Espetáculo Os homens querem casar e as mulheres querem sexo já formou 16 casais em três anosPeça já foi vista por mais de 800 mil pessoas. Segundo o autor, tantos homens quanto mulheres se identificam com o texto

    Jorge Júnior
    Repórter
    1/4/2011
    carlos

    Em três anos de apresentação, a peça Os homens querem casar e as mulheres querem sexo, do ator e escritor Carlos Simões, já formou 16 casais. Esse fato se justifica porque, logo ao entrar no teatro, o ator, encarnando o personagem desesperado pelo matrimônio, Jonas, simula um lounge de casamento, onde o público recebe três tipos de adesivo, de acordo com seu estado civil.

    O vermelho vai para os comprometidos; amarelo, para os enrolados; e verde, para os solteiros. O ator brinca com essas cores durante a peça, enquanto conta histórias peculiares do personagem. Essa experiência vai poder ser vivida pelos juiz-foranos nestes sábado e domingo, 2 e 3 de março, no Teatro Pró-Música.

    O texto é inspirado em sites de relacionamentos e em uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Em uma enquete, o IBGE constatou que, hoje, a mulheres estão mais preocupadas com a identidade profissional do que com a pessoal. O percentual de mulheres desejosas de casamento diminuiu e o dos homens aumentou", revela o ator.

    Para o artista, as mulheres estão com um comportamento mais masculino e não querem casar. Já os homens estão mais interessados em montar família. "As mulheres estão usando os homens para realizarem as necessidades sexuais delas. Se ela quiser transar com um cara e, no outro dia, ela não quiser atender o celular, ela pode fazer isso. É normal. Eu não acho que essa postura seja incorreta. Se os homens podem, por que elas não?", questiona.

    Simões conta, também, que 60% da peça é baseada em suas próprias histórias. De acordo com o artista, o texto nada machista conta a história de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher para casar. Nessa procura, vários tipos de mulheres passam pela vida do personagem, até que um dia, em mais um dos casamentos a vida do solteirão se transforma.

    Sucesso

    Segundo o ator, a peça estreou em 2008, no Rio de Janeiro, e já foi assistida por mais de 800 mil pessoas. Além do sucesso no Brasil, o monólogo já ganhou reconhecimento internacional. "Levamos o espetáculo para Nova York, Boston e Miami. A peça também já foi montada em Belo Horizonte por outro artista."

    Simões garante que o espetáculo é bem aceito tanto pelo sexo masculino, quanto pelo feminino. "O público se identifica com o roteiro. O tema é curioso e as pessoas gostam: 98% da plateia interage comigo nas brincadeiras", conta. O artista, diz que as piadas não são pejorativas e não agridem a dignidade do cidadão. "Às vezes algumas pessoas não gostam, aí eu parto para próxima."

    Trajetória

    Simões começou a carreira em 1989, com a peça Capitães de Areia e logo depois participou de várias novelas. Atualmente, o artista corre o mundo com Os homens querem casar e as mulheres querem sexo, além do programa Zorra Total, da rede Globo. Além disso, o ator montou a banda Carlos Simões e os homens querem casar — uma livre inspiração conjunta no cantor Fábio Júnior e na extinta banda Mamonas Assassinas.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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