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    Difícil mesmo é ser paiPersonalidades juizforanas contam as responsabilidades e os prazeres da paternidade, com aventura, diversidade, ensinamentos e influência

    Clecius Campos
    Repórter
    6/8/2010

    O que exige mais atenção? Cuidar da imagem de uma instituição? Estar envolvido até o limite com as produções culturais da cidade? Correr, nadar, pedalar e chegar antes de todo mundo? Legislar e fiscalizar os atos do Executivo? Ou ser pai?

    O Portal ACESSA.com conversou com quatro personalidades que se dividem entre informar a população, criar espetáculos, vencer limites, representar o povo e cuidar dos rebentos e chegou a uma conclusão: ser pai dá trabalho. Abaixo, relatos sobre as dificuldades e os prazeres da paternidade.

    "É uma aventura diária"

    "Não há tarefa que exija mais responsabilidade, cuidado e atenção, e que seja tão complexa, como a de ser pai. A relação com os filhos envolve tantas coisas que a gente está, o tempo todo, tentando aprender a viver essa realidade", afirma o secretário de Comunicação da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e pai de quatro filhos, Rodrigo Barbosa.

    "É um aprendizado permanente. Cada filho é uma pessoa diferente e a principal função é respeitar as características de cada um."

    Barbosa é pai de Luísa, de 28 anos, Daniel, 25, Beatriz, 7, e Lígia, 15, nascida em um domingo, justo no Dia dos Pais. Dividir a atenção dos filhos com o trabalho é um dilema para Barbosa. "Na vida moderna, nossas atividades consomem grande parte do tempo. Pego-me culpado por não administrar bem o tempo para dar a devida atenção. O que tenho é cuidado para que o trabalho não me consuma muito. Às vezes, a gente falha, pensa que poderia se esforçar mais para estar junto", lamenta.

    A ninhada com idades e personalidades diferentes deixa Barbosa sem saber a fórmula mágica para exercer o papel de pai. "É um aprendizado permanente. Cada filho é uma pessoa diferente e a principal função é respeitar as características de cada um. Este é o lado rico da história. É uma aventura diária ter o cuidado para não tratá-los de maneira uniforme, já que cada um vive um momento diferente."

    "Gostando dos filhos, a gente aprende a gostar das coisas deles"

    O ator Gueminho Bernardes concorda com Barbosa. Ele é pai de Maria (32), Yuri (24) e Sofia (13). "É rico. Você tem relacionamentos com pessoas diferentes, vidas diferentes. Com cada um tenho um tipo de contato. Com uma, converso sobre filosofia e psicologia, com o outro, sobre bandas de rock e com a mais nova assisto às séries de televisão." O segredo para acompanhar a diversidade é gostar dos filhos. "Gostando dos filhos, a gente aprende a gostar do que eles gostam. As coisas mais importantes que se aprende na vida é com os filhos."

    Gueminho acredita que o maior desafio é ser pai e ser escritor, ator, locutor, diretor, produtor, promotor de eventos, crítico e comediante ao mesmo tempo. "Não dá para separar as duas coisas. Tenho que ter atenção no trabalho e ao mesmo tempo estar ligado, preocupado. Isso é o bom da vida. Mas também tem que ter boas explicações para tudo, jogo de cintura e contar com a paciência de todo mundo." Para solucionar o problema, ele tenta manter os filhos por perto. "Eles sempre participam das produções, são interessados e presentes nos eventos. Foram criados nesse ambiente, já que misturo o trabalho, com a minha casa, com os meus amigos."

    "Ser pai do Davi é só alegria"

    Foto de Marcos Hallack e DaviPai de Davi, o triatleta juizforano Marcos Hallack é categórico quando diz que é mais difícil ter o condicionamento físico em dia e participar das competições. "Ser atleta é cansativo. Treinar um dia após o outro. Ser pai do Davi é só alegria." Ele afirma que o menino de um ano e meio é incentivo para levantar depois de uma derrota e seguir a vida em frente. "É o estímulo para andar no caminho do bem e dar bons exemplos. Vê-lo sorrindo, ouvi-lo chamando por papai, receber um beijo dele são as recompensas. Nada fica difícil e tudo vale a pena."

    Hallack diz aprender demais com o filho. "A criança está sempre de bom humor, não se preocupa demais, só se chateia quando algo dá errado, mas logo está tudo bem. Quando pequenos é que vamos aprender a tratar o outro com carinho, a respeitar o mundo. Se esses conceitos ficassem bem fixados na nossa mente até a vida adulta, o mundo seria bem melhor." Para ele, ser pai é uma nova oportunidade para aprender. "É uma chance de ficar mais leve, de se renovar."

    A cada dia, o filho também aprende com o pai e se mostra interessado pelos esportes. "Se ele vê alguém correndo pensa que sou eu. Já anda comigo de bicicleta e aprendeu a falar a palavra bike. Sabe que tem que usar o capacete e imita o barulho de quando enche o pneu. Levo o Davi em competições e acho que isso é bom para ele." No entanto, segundo Hallack, tudo é encarado com uma grande brincadeira. "Tudo tem que ser passado de maneira leve. Quero que o Davi seja feliz, independente da área que escolher como profissão. Se ele tomar gosto pelo esporte, vou achar ótimo", admite.

    Da infância à militância

    O vereador Roberto Cupollilo (Betão - PT) é orgulhoso de ter ajudado a desenvolver no filho o interesse pela política. Betão é pai de Luã Cupollilo, jovem de 22 anos, coordenador-geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) e membro da diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE). "A influência foi natural. Dentro de casa sempre discutimos questões políticas, as quais ele acompanha desde criança. As participações nos movimentos muito me agradam, pois tudo é política. É importante que intervenhamos na política, senão outras pessoas vão tomar as decisões, que podem não nos agradar. Torço para que ele consiga levar mais pessoas para esse meio, para que ele possa fazer a diferença."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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