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    Celebridades no Gay Brasil Show
    Rogéria, uma das travestis mais famosas do Brasil, estava presente

    Repórter: Sílvia Zoche
    Edição: Ludmila Gusman
    23/08/2004




    Clique nos ícones ao lado e ouça uma parte da entrevista com Hanna Suzart, Rogéria, Laura D'Vison, Jani de Castro e Lola Batalhão.



    Foto: ACESSA.com
Show It's raining men A equipe da ACESSA.com chegou ao Sport Club, às 21h. A gente não queria perder nenhum detalhe. Conversamos com todos que, de uma forma ou de outra, fizeram a festa tornar-se um sucesso.

    Falamos com seguranças, barwomen (a maior parte eram de mulheres trabalhando nos bares), produtores, organizadores, estilistas, candidatas, patrocinadores e, claro, não podíamos deixar de entrevistar as celebridades que abriram caminho para o mundo gay: Rogéria, Jani de Castro, Laura D'Vison, Lola Batalhão e a mais nova integrante, Hanna Suzart. Agora você vai saber a como estava a expectativa de algumas das celebridades presentes para o I Gay Brasil Show!

    Bastidores
    Entramos no camarim das divas do mundo gay. Fomos recebidos primeiramente por Rogéria, Jani de Castro e Laura D'Vison. Lola Batalhão estava em reunião com seus Gogoboys. Enquanto isso, Rogéria disse que ficou impressionada como fez sucesso e ficou imaginando se todos os travestis fazem sucesso em Juiz de Fora, como ela. "Adoro Juiz de Fora. A platéia é deliciosa. É sempre uma alegria. Como eu sou brasileiira, Juiz de Fora é o Brasil e estou muito feiz de estar no Brasil encontrando meu público, que é uma coisa muito gostosa. E eu tenho um carinho especial pelos mineiros!".

    Laura D'Vison veio pela primeira vez em Juiz de Fora para ser uma das juradas do concurso. "Achei o povo muito hospitaleiro. Fica o desejo de que a realização da Parada Gay seja realmente uma grande vitória, que a reivindicação dos direitos seja realmente atendida e também que esta festa de hoje tenha um futuro brilhante, que cada vez cresça mais. Juiz de Fora é uma das capitais gays do Brasil. Eu tenho certeza que vai dar tudo certo", conclui.

    Foto: ACESSA.com
Rogéria Foto: ACESSA.com
Laura D'Vison

    Foto: ACESSA.com
Jani de Castro Divulgação
Lola Batalhão

    Jani de Castro veio pela terceira vez a Juiz de Fora. "As pessoas são simpáticas e nos receberam muito bem. Estamos num hotel chiquérrimo, cinco estrelas que combina com a gente", diz a gargalhadas. Para Jani, o Gay Brasil Show já é um sucesso, já que Juiz de Fora possui tradição em festas GLBT e uma das primeiras cidades a liberar os homossexuais de se beijarem em público. "A gente vem para Juiz de Fora sabendo que não vai sofrer nenhum preconceito. As pessoas nos recebem muito bem, não só porque somos travestis e sim porque somos artistas conhecidas", afirma.

    Saímos do camarim das divas e fomos conversar com mais um ícone do mundo gay: Lola Batalhão. Chegamos e ela estava se produzindo para fazer parte do corpo de jurados. Ela nos contou que vem para Juiz de Fora, há mais de vinte e cinco anos. "Sempre fui convidada para fazer um show". Mas há três anos não visitava a cidade, porque, segundo Lola, os hotéis estavam recusando recebê-las.

    Este ano, disse que cancelou três shows no Rio de Janeiro para vir ao Gay Brasil Show. E dá o seu recado. "Tirei todos os meus melhores rapazes de todos os shows no Rio e trouxe para Juiz de Fora. Para provar o quê? Que quando eu sou convidada e bem tratada, como estamos sendo até agora, eu estarei aqui quantos anos quiser". Para finalizar, disse que acha genial a idéia do concurso e elogiou a qualidade dos artistas. "Conseguir, numa festa em Juiz de Fora, Rogéria, Jani, Laura D'Vison, Suzart... Em nenhum ano, o Miss Brasil Gay conseguiu esse elenco".

    Foto: ACESSA.com
Hanna Suzart Mais uma presença ilustre foi a travesti Hanna Suzart, que estava um luxo em seu vestido vermelho, estilo oriental. Ela faz shows há muito anos, inclusive apresentou, ao público do Gay Brasil, um show com GoGoboys, embalados pela música It's raining men. Hanna nos conta que a expectativa para este primeiro concurso é a melhor possível. "Vai encher e será um sucesso".

    E ela já conhece o público de Juiz de Fora há 16 anos. "Quando foi criado o primeiro Rainbow Fest, eu estava lá com eles e também sou militante no Rio de Janeiro. Eles me procuraram pedindo ajuda e aí trouxe parte do show, que são alguns gogoboys e algumas candidatas do Rio de Janeiro", diz.

    Hanna nos conta que trabalha "distribuindo" rapazes pelo Brasil, em shows e diz que os gogoboys são difíceis. Eles são levadinhos", ri. Ela os compara a grupo de crianças de oito anos em um parque de diversões, "Se eles estiverem num velório, eles estão num parque de diversão. Mas são excelentes em cena". No final das contas, Hanna diz que acaba tudo bem, porque ela tem pulso firme e é respeitada pelos rapazes.

    Foto: Xiis!! ACESSA.com

    E por falar em gogoboys, enquanto uns ensaiavam o show da noite, três estavam tranqüilos, esperando a hora do lanche. O trio Alexander, Jonata e Rodrigo (foto ao lado) nos explicou que não fariam parte do show com Hanna Suzart, mas ficariam dançando, de forma improvisada, nos "queijos". Queijos são palcos suspensos, menores e individuais.

    Descobrimos que um deles, o Rodrigo, estava estreando como gogoboy, no Gay Brasil Show. "Estou um pouco ansioso, mas é normal". Segundo Rodrigo, seu interesse por este trabalho surgiu, porque algumas pessoas diziam que tem o corpo malhado. Mas é claro que o dinheiro (não revelaram o cachê) também foi bem atrativo. Já Alexander, é veterano, mas diz para a mãe que é segurança de boate. Mas a esposa (sim, ele é casado) sabe a verdade, apesar dos amigos o desmentirem.

    Organizadores
    Foto: ACESSA.com
Marcos Trajano e Oswaldo Braga Oswaldo Braga, diretor do Movimento Gay de Minas, estava eufórico. Havia saído da II Parada Gay que aconteceu à tarde, com cerca de 18 mil pessoas (de acordo com o tenente da Polícia Militar de Minas Gerais, Yamaguchi) e chegava, à noite, para o primeiro concurso de Drags, em Juiz de Fora. "Eu nunca vivi isso. é o primeiro empreendimento do MGM desse porte. Nós estamos realmente bastante emocionados, muito confiantes de que nosso trabalho foi árduo. E tenho certeza que vai ter um bom resultado. A festa está muito bonita, as drags convidadas estão maravilhosas e a cidade parece que vai apoiar em peso", diz orgulhoso.

    Para Marcos Trajano, a noite não poderia ter sido melhor. O concurso, seguido de uma noite eletrônica, fechava a VII Rainbow Fest com chave de ouro. "Só com o sucesso da Parada eu já estou satisfeito que, aliás, me deixou muito emocionado, principalmente quando jogaram papel picado sobre nós. Foi a prova do apoio da população. Quanto à festa, o pessoal já está chegando e todos terão a oportunidade de ver como o ginásio do Sport sofreu uma grande transformação com esta decoração que está o máximo", diz Trajano, que era só sorrisos.

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