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    Sábado, 11 de fevereiro de 2017, atualizada às 9h

    Mc Xuxú lança novo hit 'O Clã' para grudar no carnaval

    Da redação
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    Com mais de 11 mil visualizações no Youtube, a música da Mc Xuxú, lançada no dia 2 de fevereiro, já é um sucesso. A faixa "O Clã" faz parte do novo CD, titulado 'Senzala', que está em fase de captação de recurso. A composição da Mc retoma marchinhas de carnaval, trazendo palavras de ordem já conhecidas pela comunidade LGBT – Lésbicas, Gay, Bissexual e Transexual. A produção musical é assinada pelo DJ Poty, responsável pelos hits Um Beijo, Bonde das Travestis e Quero Ficar, em coautoria com o músico e professor de canto da Xuxú, Sérgio Leite. A funkeira aposta na mistura do funk brasileiro com o jazz.

    A Mc afirma que a música foi uma inspiração das palavras de ordem que a comunidade LGBT canta nas manifestações de apoio a diversidade. Além disso, ela diz que o hit é sua aposta para o carnaval deste ano. “Quis fazer uma letra de diversidade que fosse bem chiclete, que grudasse na cabeça das pessoas, e substituísse as antigas marchinhas de carnaval, como: Maria Sapatão, Olha a Cabeleira do Zezé. Isso já foi divertido um dia, mas hoje fere as pessoas. Acho que todos têm que respeitar e fazer de tudo para amenizar isso, e a minha forma é usando a arte".

    CD Senzala

    Para realização do seu primeiro CD, MC Xuxú buscou apoio de uma lei de incentivo local, mas não foi contemplada. Por isso, a partir de fevereiro, ela inicia campanha para conseguir recursos através de plataforma online de financiamento coletivo.

    O álbum, intitulado “Senzala”, é um grito de liberdade em suas 11 faixas, todas inéditas. Ele caracteriza a culminância das batidas e vivências pelas quais a sua carreira tem passado, pois a maioria dos versos foram escritos após shows da Mc. Alguns em casas noturnas, outros em paradas pelo orgulho LGBT, universidades e até mesmo em uma penitenciária. Já o gênero musical chega a extrapolar o funk em alguns momentos, volta a ocupar o rap, flerta também com o jazz - em uma substituição dos samplers, característica do ritmo carioca, por instrumentos de sopro reais - mas conserva e enaltece a força das raízes do batidão.

    As letras podem ser consideradas crônicas do dia a dia e da vida de Xuxú e sua comunidade; são fortes referências à vida da mulher negra trans que luta para ter sua autoestima reconstruída, tem consciência de toda sua força, beleza e sensualidade; carregam várias menções ao mundo funk, como a citação da Mc Carol de Niterói; clama pela liberdade e igualdade de gênero; utiliza a linguagem própria das pessoas LGBT e, sobretudo, marcam a maturidade da carreira de Xuxú.

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