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    Quarta-feira, 15 de agosto de 2018, atualizada às 11h15

    Mostra exibe vestidos usados por Mademoiselle Debret Le Blanc no Miss Brasil Gay

    Jorge Júnior
    Editor

    Uma história contada por meio de vestidos de luxo, pedrarias e acessórios. Peças nobres e exclusivas, usadas pela personagem Mademoiselle Debret Le Blanc dão vida à exposição “No armário de Mademoiselle Debret Le Blanc”, em cartaz na Galeria Portinari, no Hotel Ritz, até o domingo, das 10h às 21h, com entrada franca.

    Quem passar pelo espaço vai conferir dez vestidos longos, dois conjuntos de blazeres e tops, além de bolsas, sapatos, luvas, brincos, pulseiras, gargantilhas e colares. A exposição, com curadoria do professor do Bacharelado em Moda do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Luiz Fernando Ribeiro, faz parte da II Semana Rainbow da instituição.

    A mostra é uma homenagem ao idealizador do Miss Brasil Gay e proprietário do acervo, Francisco Mota, o Chiquinho Cabeleireiro, que encarnava, nas apresentações do concurso, a personagem feminina Mademoiselle. “A maioria das peças foram vistas apenas uma vez no concurso, ou por fotos e registros jornalísticos. Elas contam sobre os costumes, as maneiras, os relacionamentos, as regras sociais, a tecnologia, a manufatura, o gosto e as tradições da época. Portanto, trazer esses trajes à tona é constatar que, apesar de alguns vestidos terem mais de 20 anos, muitos deles continuam atualíssimos”.

    Para selecionar os figurinos, Ribeiro destaca que a ajuda de Chiquinho foi fundamental. No meio de quase 30 vestidos, escolhemos dez. Nesse processo descobri que ele preferia os de cores azul e amarelo. Por coincidência, a maioria são do estilista Geraldo Sobreira, um carnavalesco carioca, que produziu roupas para Emilinha Borba e Clara Nunes. Além dele, temos modelo do carioca César Max”. Os conjuntos em tecidos paetizado, com estampas geométricas, criados por Renata Menezes, marcam a época em que Mademoiselle parou de usar vestidos, após um problema de saúde.

    Sobre as peças, o professor ressalta a qualidade e preservação. “Um mês antes de inaugurarmos a mostra, os materiais estavam higienizados, com técnicas de museologia. Todo o processo foi realizado com a ajuda dos alunos, que também abraçaram a causa. O que mais chama a atenção é a riqueza dos detalhes. É preciso entrar no contexto histórico e observar como tudo está em perfeito estado. A Mademoiselle é uma mulher elegante, que preza pelos detalhes, com bordados e materiais nobres. Os vestidos foram feitos sob medida, para essa mulher sofisticada”.

    Além disso, Luiz Fernando Ribeiro ressalta mais duas curiosidades. A primeira são as luvas, que a personagem usava quando o vestido era de manga curta, ficando, ainda, mais feminina. A outra é o famoso bastão, inspirado na Madame Socila – proprietária de uma escola de etiqueta homônima no Rio de Janeiro. “Ela comandava os desfiles do Miss Brasil e o Chiquinho incorporou, utilizando o bastão para ordenar”.

    Entre os tecidos, destacam-se o veludo alemão, o crepre mousson, o shantung francês de seda, o cetim duchese, o tule, entre outros. “Temos aqui sapatos de Fernan Pires, Marcelo Giovani, peças italianas e francesas. Algumas delas, com muito volume, compondo o figurino para que ele pudesse ser visto de longe, ao passar pela passarela”.

    Projeto

    A ideia de organizar a exposição surgiu a partir de estudos e pesquisas realizados na UFJF, visando a aprimorar e incentivar o aprendizado dos graduandos. “Desenvolvo um projeto na UFJF de organização de acervo técnico de vestuários. Atualmente, são quatro coleções do segmento do traje social, ou seja, a indumentária das atividades sociais, usadas em festas, reuniões, coquetéis e casamentos. O acervo já possui cerca de 263 peças do vestuário e 100 acessórios diversos, além de materiais referentes à criação e pesquisa de tecidos e estampas de uma fábrica juiz-forana. Dentro desse projeto, os trajes de gala e típicos do concurso Miss Brasil Gay sempre nos despertaram interesse, por conta da  originalidade e da criatividade. Além disso, a confecção desses trajes envolveu diversos profissionais da área da moda da cidade".

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