Creches comunitárias atendem a 2.600 crianças
Colaboração:
Repórter Ana Maria Reis
26/03/2000
- renda per capita familiar que não ultrapasse a um salário mínimo;
- que o responsável esteja trabalhando.
O Pró-Creche apresenta uma equipe técnica que conta com um médico, psicólogo, assistente social e pedagogo. Entre os serviços disponíveis em cada unidade, estão:
- atendimento às crianças de 0 a 5 anos em situação de risco pessoal e social;
- o funcionamento de segunda a sexta-feira, de 6h30 min às 18 horas;
- 4 refeições diárias balanceadas por nutricionista;
- atividades recreativas e culturais, oficinas pedagógicas, pré-escola, atendimento médico-sócio-psico-pedagógico.
Cadastramento
Cada coordenador de creche tem em seu poder as fichas cadastrais que recebem
classificação de acordo com a necessidade de cada família. “A fila de espera
é muito grande porque, normalmente, a criança matricula-se na creche em seu
primeiro ano de vida e só vai sair aos 5 anos e o número de pedido só tende
a aumentar”, comenta a Assessora da Coordenação Executiva do Pró-Creche,
Fátima Rodrigues Monteiro. Apesar de existir o cadastro, há prioridade na admissão de crianças quando estas correm risco pessoal ou social, ou quando é feita alguma solicitação por parte de juizados ou conselhos tutelares. Além disto, 10% das vagas são reservadas aos funcionários municipais que passam por uma triagem realizada pelo próprio Sindicato, o Sinserpu.
Toda creche tem uma meta de atendimento, que significa o número de crianças
beneficiadas por cada unidade. As metas diferem de creche para creche assim
como a demanda para cada faixa etária. A maior da cidade é a Creche
Comunitária Francisco Maximiliano de Oliveira (a Central) que atende a 202
crianças, em seguida vem a do Manoel Honório com 190 crianças e da
Independência, com 124 atendidos.
Este ano, houve um aumento significativo de vagas, ainda não estimado, devido à lei da Secretaria Municipal de Educação, baseada na Lei de Diretrizes e Base, que obriga crianças em idade de pré-escola a estarem matriculadas na rede pública de ensino. O Pró-Creche conseguiu remanejar as crianças atendidas pelo poder público para escolas e abriu vagas em creches para outras que estavam na espera. É o caso da Creche Comunitária Monteiro Lobato (a do Manoel Honório) que, segundo sua coordenadora, Helena Maria Coury, aumentou em 66 o seu número de vagas.
Mães elogiam o serviço
Maria das Graças Fernadez deixa a filha de 4 anos na creche Central para
trabalhar em casa de família. Desde os dois anos de idade, Natália freqüenta
a unidade, que a mãe considera ideal devido ao custo zero (ela ajuda com
doações esporádicas) e ao “ótimo” serviço realizado pelos funcionários.
“Antes de entrar na creche, ela ficava muito tempo sozinha, vivia no meio de
adultos e era muito agitada”, comenta Maria das Graças. A própria Natélia
diz gostar muito de conviver com outras crianças e as recreadoras da creche
e fala que dentre as atividades que realiza, a que mais gosta é pintar.Eliane Drumond Santana (foto ao lado) já trabalhou em várias unidades do Pró-Creche e chegou a ser berçarista quando estava grávida de filha caçula Mariane, hoje com 2 anos e 8 meses que desde cedo freqüenta creches municipais. “Em todas, são desenvolvidos trabalhos muito bons e os pais que precisarem deixar seu filho em creches comunitárias para trabalharem podem ficar sossegados”, afirma a mãe de Ana Carolina, hoje com 6 anos que, de vez em quando, visita a unidade que freqüentou até o ano passado devido à exigência da Secretaria de Educação.
Para saber quais são as creches em funcionamento em Juiz de Fora, seu
endereço e telefone, CLIQUE AQUI.
Ou digite no campo de busca do JFService (no topo da página, em cinza, ao lado da data
de hoje) a palavra CRECHE.
Projeto de funcionamento 24 horas é vetado
O Prefeito Tarcísio Delgado vetou a proposta de lei que ampliava o horário de funcionamento das creches municipais. O projeto de lei nasceu da idéia de atender aos pais que precisassem trabalhar à noite.A principal alegação para o veto, segundo o superintendente da Amac, José Sóter Figuerôa Netto, é que as creches não podem desenvolver atividades pedagógicas durante a noite, uma exigência da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), em que as creches deixariam, gradualmente, de serem unicamente espaços de assitência.
O projeto de lei previa o funcionamento 24 horas em creches onde fosse verificada demanda. O superintendente da AMAC, José Sóter de Figueirôa Neto, desconhece existirem solicitações por parte de pais ou comunidades para que as creches atendam à noite. Apesar disso, Figueirôa considera interessante a idéia, embora desconheça experiências como esta em grandes centros como São Paulo, Rio e Belo Horizonte. José Sóter Figueirôa Neto aponta três aspectos a serem investigados para que um projeto como este seja viável:
- a relação custo/benefício baseado na demanda;
- o operacional, que avaliará onde deixar a criança, seja em uma creche próxima do trabalho ou da sua residência;
- 3.e o financeiro, no que diz respeito à contratação de
mão de obra e os gastos com água, luz energia e adicional noturno para os
funcionários.
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