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    ARTIGO

    Administração de Recursos Humanos

    Aplicações e papéis futuros

    21/09/98

    As organizações vêm demonstrando, ao longo do tempo, uma complementação dos seus valores fundamentais, na qual se observa uma modificação na prioridade de seus recursos estratégicos. Passou-se então do capital financeiro para o capital humano o foco das atenções organizacionais, uma vez que se vive hoje numa época em que a informação, o conhecimento e a criatividade, dentre outros atributos, imperam como recursos de sobrevivência das organizações.

    Dessa forma, as empresas modernas já estão procurando funcionar com características mais adequadas aos novos tempos: o quadro de pessoal mais enxuto e o numero de níveis hierárquicos sendo reduzido. Aliado a isso, percebem-se novas formas de estruturação organizacional, inclusive com a utilização mais acentuada da prática da terceirização.

    Para obter uma performance superior, as organizações também necessitam transformar sua força de trabalho, que deve deixar de atuar num ambiente míope (de foco estreito) e supervisão cerrada, para um ambiente que enfatize os clientes, o trabalho em equipe e a iniciativa e o bem-estar dos seus funcionários.

    Diante dessas mudanças conjunturais em tempos de Globalização, os gestores de Recursos Humanos (RH) estão despertando para sua posição estratégica dentro da empresa, ou seja, para a sua função de agregar valor aos negócios. Esse tem sido um dos principais desafios dos profissionais de RH, pois eles devem oxigenar a empresa com talentos, sendo responsáveis por desenvolver o potencial humano e gerar a competência necessária para o crescimento das organizações. Isso inclui manter a força de trabalho qualificada, motivada e comprometida com os objetivos propostos, estabelecendo o relacionamento entre os seres humanos e o negócio.

    Quanto ao futuro, a área de RH tende a ser transformada numa área de consultoria interna. Antigos Analistas (de cargos e salários, treinamento, recrutamento e seleção) tendem a tornarem-se mais consultores do que técnicos. Nas empresas de vanguarda, a execução da maioria das tarefas características da área de RH e de competência das demais áreas, com orientação, suporte e treinamento da equipe de RH.

    Possivelmente, a situação futura será o envolvimento de todas as áreas da empresa no planejamento dos assuntos associados ao RH, sendo que alguns empregados serão capacitados para o uso de ferramentas específicas com a manutenção de um núcleo técnico muito pequeno para as tarefas técnicas altamente especializadas e para a consultoria interna.

    As transformações que as empresas vêm sofrendo exigem a criação de um certo ambiente de ansiedade, que seja suficiente para não permitir a passividade e manter a agilidade e a competitividade. A criação e monitoração desse clima são esforços que exigem muita competência e preparo no trato com pessoas. A partir disso, surge a importância cada vez maior atribuída aos profissionais de RH, que precisam cada vez mais de sistemas que encorajem o aprendizado e a iniciativa, que facilitem o crescimento pessoal e motivem todos a centrar seus esforços no cliente.

    As empresas estão passando a adotar programas de gestão de RH baseados na estratégia de oferecer menos garantias aos empregados, mas dando a eles a oportunidade de avançar mais na carreira pessoal, bem como a expectativa de participar das decisões dos resultados e do futuro da organização. Isso mostra a preocupação crescente com fatores como a motivação, a qualidade de vida no trabalho e a capacitação pelo aprendizado contínuo dentro das empresas. Aquelas que querem alcançar resultados positivos no negócio devem fazer crescer a competência de sua força de trabalho. Eles vão fazer a diferença.

    As nossas empresas estão vivendo o desafio de redefinir os seus mecanismos de funcionamento, e todos esses desafios dependem essencialmente da capacitação e do comprometimento de seu pessoal. É essencial que os funcionários entendam os processos fundamentais da empresa e se localizem nesses processos em termos de contribuição para o resultado. Estes funcionários precisarão de novos conhecimentos e novas habilidades, desde a compreensão de processos inteiros ate a solução de problemas e a demonstração de iniciativa. Precisarão também aprender a trabalhar em grupos da maneira mais eficaz possível. Portanto, é indispensável reequipar a empresa com novas ferramentas para lidar com suas pessoas. E cabe à equipe de RH gerenciar este processo.

    Colaboração: Ricardo Derze Coppus
    e Fernanda Moreira Brum,
    membros da CAMPE - Consultoria a Médias e
    Pequenas Empresas da Faculdade de Economia
    e Administração da UFJF.
    E-mail: campe@fea.ufjf.br

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