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Cerca de 20% do total de ônibus urbanos que circulam pela cidade vão ganhar
câmeras de segurança a partir dessa semana - 20% dos ônibus
representam aproximadamente 110 veículos. O anúncio foi feito pelo
prefeito Alberto Bejani e pelo diretor da Astransp Fernando Goretti
na tarde desta terça-feira, 18 de julho.
A medida foi tomada depois que uma onda de violência e assaltos passou a fazer parte do cotidiano de quem andava de ônibus pela cidade.
Cobradores e motoristas chegaram a fazer uma paralisação, reivindicando melhores condições de trabalho (Leia a nota sobre a paralisação). Desde o dia 05 de julho, policiais reforçaram a segurança dos pontos de ônibus e algumas medidas estão sendo estudadas pelos órgãos responsáveis para contornar a situação.
O passo considerado pela Astransp e pela Prefeitura como decisivo é a instalação das câmeras. O processo já vai começar essa semana, e a expectativa é que em aproximadamente 30 dias, a primeira fase de instalação esteja concluída.
A previsão era que as câmeras passassem a fazer parte dos ônibus em 100 dias, aproximadamente, tempo necessário para a realização do processo de licitação. A redução para adotar da medida,deve-se ao fato de que equipamentos mais baratos - e, de acordo com Bejani, "com a mesma precisão" - terem sido encontrados no mercado. Como os gastos foram menores, a Astransp vai assumir a conta sozinha.
Para o diretor da Astransp, os gastos com a instalação das câmeras são necessários. Segundo Goretti, as altas despesas devem se transformar em investimento nos próximos meses, já que ele acredita que vão diminuir os ataques e assaltos à ônibus.
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As primeiras câmeras vão ser instaladas em linhas detectadas pela Polícia Militar e pela Astransp como mais "problemáticas". A lista dos bairros não vai ser liberada. "Não podemos dizer quais serão esses ônibus, senão os bandidos vão mudar o local de ataque", destacou Bejani.
Nessa linha de raciocínio, a Astransp está providenciando dispositivos de segurança para todos os ônibus. Alguns vão ter câmeras internas e outros não. A idéia é que, enquanto 100% da frota não está equipada, assaltantes e baderneiros não tenham certeza se estão sendo filmados ou não, e pensem duas vezes antes de agir incorretamente.
As câmeras de segurança vão filmar por 48 horas ininterruptas em uma
resolução que permite a identificação dos passageiros, através da sua
definição. Se passadas as 48 horas, nada tiver acontecido, o próprio
equipamento rebobina a fita e passa a gravar novamente.
As fitas e o equipamento de gravação vão ficar em uma espécie de "caixa preta", que está sendo confeccionada pelo fornecedor juizforano que vai comercializar as câmeras. Essa caixa vai ser blindada e nem o trocador, nem o motorista vai ter acesso à sua abertura.
A intenção é que nenhuma informação se perca e que, mais do que apoio contra os atos de violência, a vigilância sirva para detectar pequenos problemas, como o não pagamento de passagem. Na reunião, o prefeito lembrou que a bilhetagem eletrônica pode ser uam realidade para os ônibus urbanos nos próximos meses, e que a diminuição de dinheiro em caixa, também vai contribuir para a diminuição da violência.