Cidade

Juiz de Fora carente de verde Estudo indica falta de planejamento de arborização na cidade. Na região central apenas 6,6% de sua área possui verde

Renato Costa
*Colaboração
27/10/2006

Clique ao lado para ouvir Renata Geniany, bolsista do projeto "Estudo Biogeográfico das áreas Verdes de Juiz de Fora".


matéria em audio


imagens de árvores

Várias regiões de Juiz de Fora estão longe de ser exemplo de boa relação com a natureza. O projeto "Estudo Biogeográfico das áreas Verdes de Juiz de Fora" mostra como os bairros da região central da cidade estão carentes de vegetação.

O projeto desenvolvido pela professora Cássia de Castro Martins, do departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem como objetivo definir uma proposta de planejamento de arborização para a região urbana da cidade.

Por enquanto, 26 regiões foram mapeadas, correspondentes à zona central de Juiz de Fora. "A única região que atendeu o Índice de Área Verde (IAV) determinado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) foi a do bairro Mariano Procópio, devido à presença do parque do Museu", conta Renata Geniany, bolsista do projeto. O índice mínimo de área verde estipulado pela Organização Mundial de Saúde é de 12 metros quadrados por habitante.

No centro da cidade...
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A região central de Juiz de Fora apresentou um índice de 6,6% de sua área composta por área verde. Renata afirma que a falta de planejamento contribuiu com isso. "A cidade cresceu de forma espontânea, e a inserção de vegetação não foi feita de maneira planejada", explica.

Segundo Renata, uma opção para reverter esse quadro seria localizar possíveis áreas de inserção de parea verde, além de fazer cumprir a lei federal que ordena a cada proprietário de loteamento a deixar 35% de sua área livre, para uso público, que poderia ser usados com preenchimento de vegetação.

Qualidade de vida
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"A presença de áreas verdes não só beneficiam o ser humano no aspecto ecológico como desempenham um papel social e estético. Por isso, contribuem para o bem estar físico e mental da população", afirma Renata. Ela explica que o grande problema é que o próprio cidadão não cuida dessas áreas. "O cidadão, que deveria ser o maior fiscal das áreas verdes as trata com descaso e indiferença".

O parte qualitativa do projeto só será finalizada em 2007, e a proposta é entregá-lo ao poder público, como forma de buscar melhorias para o meio ambiente da cidade. Ainda restam 81 regiões para mapeamento.

Renato Costa é estudante de jornalismo da Universidade Federal de Juiz de Fora