Juiz de Fora pode ganhar presídio federal Caso aceito, presídio deve ser construído na BR-040, abrigar 208 detentos de alta periculosidade e abrir 400 vagas de emprego
Repórter
08/11/2006
Entre dados que se contradizem e uma reunião na próxima semana entre o
executivo municipal e o ministro da Justiça Márcio Thomaz
Bastos, Juiz de
Fora fica sabendo em no máximo dez dias se vai ser sede do quinto presídio
federal do Brasil, ou não.
A discussão foi levantada depois que o diretor geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Maurício Kuehne, declarou à imprensa que o prefeito Alberto Bejani (PTB) (foto) teria oferecido um terreno para construção da obra na cidade. O prefeito desmente a versão e afirma que ainda não há nada acertado.
Segundo Bejani, durante o encontro de prefeitos em Brasília, logo após o segundo turno, ele estaria já a caminho do aeroporto regional quando recebeu um telefonema do diretor do sistema previdenciário federal, Wilson Damázio, pedindo para que se dirigisse ao Ministério da Justiça para ouvi-lo em nome de Bastos. Segundo o prefeito, a proposta aconteceu por parte do governo federal.
Certo mesmo é o fato de que na última segunda-feira, dia 06 de novembro, Wilson Damásio esteve na cidade para avaliar terrenos que poderiam abrigar a sede da nova penitenciária, prevista para ter cerca de 60 mil metros quadrados e com capacidade para abrigar 208 detentos de alta periculosidade.
Segundo afirmações do próprio prefeito, os engenheiros que vieram para a vistoria encontraram três possíveis locais que atenderiam ás necessidades da nova construção. A mais chamativa, e que deve sediar o presídio caso fique certo sua vinda para a cidade, é uma fazenda localizada na BR 040, próxima a Polícia Rodoviária Federal.
A fazenda é propriedade particular, mas, mesmo com o caráter privado, não
pode ser vendida para a construção do projeto sem a autorização de Bejani.
Na verdade, a decisão da vinda de um presídio federal para
determinada cidade é de total responsabilidade do prefeito
já que nem mesmo o governador do estado pode interferir nessa decisão.
O governador de Minas, no entanto, deve se encontrar com o executivo municipal nos próximos dois dias. Desse encontro provavelmente sai a data exata da reunião de Bejani e Aécio Neves com o ministro da Justiça prevista para a próxima semana, para decidir de vez se Juiz de Fora vai ganhar mais um presídio federal ou não.
Questionado sobre as reais possibilidade, Bejani insistiu que quer ouvir o que o ministro tem a oferecer mas que nada pode ser pior do que p complexo penitenciário que se instalou no bairro Linhares. Pessoalmente diz não gostar da idéia, mas que precisa ouvir a população.
Sistema Penitenciário
Apesar da incerteza, dados do projeto de implantação da penitenciária já foram revelados. Além de abrigar mais de duzentos detentos de alta periculosidade e de possuir área de 60 mil metros quadrados, ela deve custar cerca de R$ 20 milhões de reais aos cofres do governo federal.
De acordo com o prefeito, o projeto é de "primeiro mundo e fica impossível imaginar uma fuga de lá". Constam na programação da construção que os presos devem tomar sol do lado de dentro da cela, que vai ser projetada para essa finalidade; uma área para abrigar mulheres com espaço para creches e que os presos vão ser monitorados por câmeras de segurança durante 24 horas.
Para a construção do local, deve ser utilizada mão de obra local. E caso ele venha mesmo para Juiz de Fora, 400 vagas para agente penitenciário devem ser abertas através de concurso. A previsão salarial é de R$4 mil reais. Apesar da seleção acontecer por concurso público, o prefeito afirmou que vai se dar preferência das vagas para a a população local (veja o vídeo).
Como o presídio é federal, a situação dos detentos locais não muda em nada. Quem estiver preso no Ceresp, por exemplo, não vai ser transferido. A construção do presídio na cidade faz parte dos planos federais de construir um presídio em cada região do Brasil. E o Sudeste ainda está sem "escolhido".
Algumas áreas do Espírito Santo também foram analisadas para a mesmo finalidade. Porém, no estado, a possibilidade de construção foi descartada tanto pelos terrenos apresentados, quanto pela localização geográfica.
Aliás, é essa localização geográfica que segundo Bejani, foi a justificativa do governo para implantação da penitenciária em Juiz de Fora. A proximidade com a capital mineira e com a capital carioca foi ressaltada durante os primeiros contatos para definição da questão.
ATENÇÃO: o resultado desta enquete não tem valor
de amostragem
científica e se refere apenas a um grupo de
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