Cidade

"Apagão": Polícia Civil pára na quinta Só plantão funciona, ainda assim atendendo flagrantes, com 30% do efetivo. PM e Bombeiros não vão aderir ao apagão

Fernanda Leonel
Repórter
08/05/2007

A Polícia Civil que completa nesta nesta terça-feira, dia 08 de maio, uma semana de paralisações, ameaça um novo movimento para a próxima quinta-feira, dia 10, que pode parar todas as atividades em Juiz de Fora praticamente por completo.

A única exceção seria o plantão da Polícia Civil, que deve trabalhar com 30% do pessoal e atender os flagrantes. Desde o início do movimento, Juiz de Fora ganhou a adesão de 90% dos efetivos, média superior até mesmo do estado, que trabalha com o percentual de 80%.

O "Apagão da Segurança Pública" está previsto para as polícias da capital e do interior de Minas Gerais e segundo o representante regional do Sindicato de Policiais Civis de Minas Gerais (Sindpol) da Zona da Mata, delegado Marcelo Armstrong (no vídeo acima), só não vai acontecer caso o governador do estado, Aécio Neves, cumpra suas promessas de campanha.

Segundo Armstrong, não só o movimento dessa quinta como a própria paralisação deve acabar quando "os profissionais forem valorizados e não mais tratados sem dignidades pelo governo".

Isso porque, de acordo com informações do delegado, o estado de Minas é hoje o 26º em remuneração de todo o país, quando a promessa de Aécio era de que eles fossem os 3º mais bem pagos da federação. A categoria pede por reajuste de 19,66% e melhores condições de trabalho.

foto da PM O Gabinete Integrado das Entidades de Classe das Forças de Segurança de Minas Gerais (Giforseg/MG) também está convocando os policias militares e os bombeiros para a paralisação do próximo dia 10.

Fato, no entanto, que não deve acontecer, segundo o diretor regional da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra) de JF, Devanir Pereira da Silva.

Isso porque, no estatuto da PM, essa possibilidade de paralisação é proibida. O que não impede no entanto, que as atividades estejam comprometidas. "Não podemos parar. Vamos estar nas ruas, mas ao mesmo tempo fica difícil pensar em prisões. O que vamos fazer com os presos na delegacia? Só o flagrante que vai funcionar, ainda assim, com 30%", analisa.

Novas ações

Segundo o delegado Marcelo Armstrong, o departamento jurídico da Polícia Civil em Belo Horizonte está elaborando um recurso para tentar derrubar a classificação de ilegalidade do movimento, decretada pela Justiça do Estado.

Na sexta, dia 05, a Fazenda Pública Estadual classificou o movimento como ilegal, justificando que impede o acesso da população a serviços básicos para a população. "O movimento continua, independente das pressões a favor do governo do estado", afirmou.

Também nessa semana os delegados decidem se aderem a paralisação dos demais funcionários da polícia civil. Policias de Belo Horizonte estão em Juiz de Fora para dar suporte à Juiz de Fora.


Dê sua opinião sobre esta matéria.
Envie um e-mail para redacao@acessa.com


Publicidade