Cidade

Segunda, 21 de maio de 2007, atualizada às 17h26

Polícia Civil realiza assembléia geral na próxima semana


Renata Cristina
Réporter
21/05/2007

Na próxima terça-feira, dia 29 de maio, policiais civis de Juiz de Fora e região viajam para uma assembléia geral em Belo Horizonte. Há 22 dias em greve, a categoria defende um salário de R$ 2.809,21 para soldado e agente, com a adoção do subsídio e a imediata recomposição. O grupo espera reunir 100 policiais na comitiva da Zona da Mata e três mil pessoas durante o manifesto.

Segundo o representante regional do Sindicato de Policiais Civis de Minas Gerais (Sindpol) da Zona da Mata, delegado Marcelo Armstrong (foto acima), a greve deve continuar por tempo indeterminado, já que o governo estadual ainda não atendeu os pedidos da categoria.

"A única classe sem negociação é a Polícia Civil. O governo já se reuniu com os fiscais da receita e defensores públicos, também em protesto", observa. A contraproposta do governo contempla o aumento de 33% escalonado em três anos. Desta forma, o piso atual de R$ 1.333,90 passaria a R$ 1.467,29, em outubro de 2007, e teria reajuste de 20% nos próximos dois anos.

Já os policiais rodoviários federais realizaram, nesta segunda, 21, um Dia de Luta em todo o país. O posto da PRF, em Juiz de Fora, foi o único de Minas a não aderir ao movimento. "Não foi possível enviar o material de divulgação a tempo, por esse motivo a mobilização se concentrou nos postos próximos à Belo Horizonte", esclarece a presidente do Sindicato da Polícia Rodoviária Federal em Minas, Maria Inês Miranda.

Na BR-040, no trecho próximo a Paracatu, houve fiscalização de todos os veículos que passaram pelo posto da PRF, no período de 10h às 12h. Os policiais pedem pela criação de dez mil novas vagas para o cargo, exigência de nível superior para ingressar na carreira, correção salarial e criação de uma Lei Orgânica.

Balanço da Polícia Civil

Na última sexta-feira, dia 11, houve panfletagem dos policiais civis no Calçadão da Rua Halfeld para orientar a população em geral sobre o objetivo do movimento e suas pretensões. Na última quinta, houve paralisação praticamente total de todos os serviços, no dia que ficou classificado como Apagão da Segurança Pública.

No dia do apagão, cerca de 70 policiais, também doaram sangue no Hemominas para contribuir com a situação de déficit de doadores que a instituição está enfrentando. "A doação também foi simbólica. Tentamos mostrar que estamos oxigenando o nosso movimento e nossas reivindicações", observou Armstrong.

Segundo o representante do Sindpol, o movimento é classificado até o momento como satisfatório, sendo que a adesão na cidade também tem conseguido números muito expressivos. A notícia que o movimento tem é de que o governo, que até agora não se posicionou para negociações, está prestes a ceder, mas que a área técnica do setor público coloca objeções.

Armstrong ressaltou mais uma vez que o movimento grevista só deve acabar quando "os profissionais forem valorizados e não mais tratados sem dignidades pelo governo".

Isso porque, de acordo com informações do delegado, o estado de Minas é hoje o 26º em remuneração de todo o país, quando a promessa de Aécio era de que eles fossem os 3º mais bem pagos da federação. A categoria pede por reajuste de 19,66% e melhores condições de trabalho.