Um ano depois e a situação continua a mesma. A ponte do quilômetro 28, da BR-267, próxima a cidade de Argirita, continua parcialmente interditada desde que um caminhão tombou e um bloco de granito caiu sobre o local, em maio do ano passado.
Para passar pelo trecho, os motoristas precisam aguardar os veículos que estão vindo na mão contrária. Situação que, segundo empresários do setor de transportes e motoristas que passam pelo local, compromete a visibilidade e a segurança trabalha e viaja na BR, já que a ponte fica próxima a uma curva.
A menos de um quilômetro da ponte, outro trecho parcialmente interditado. Na altura do km 29, metade da pista cedeu e está afundando a cada nova chuva forte que acontece na região. Mais uma vez, os motoristas utilizam uma única mão para os dois sentidos do trecho Juiz de Fora - Leopoldina.
"Eu não sei nem se a gente pode chamar aquele trecho de estrada. É um absurdo
tudo estar exatamente igual desde quando caiu. Parece que o governo não está preocupado
com a questão da vida humana, porque com pedaços de estrada daquele jeito, alguma coisa
vai acabar acontecendo"
, analisou o representante da direção da Frota Nobre,
Anderson Farias.
Segundo o representante, a empresa tem tido vários prejuízos com a má conservação
da 267. "Prejuízos materiais, morais e humanos", resumiu.
Ele destacou o estresse que motoristas e passageiros são submetidos diariamente, por
viajarem em trechos perigosos. "Trabalhamos para oferecer bons serviços e
detalhes como esse
podem colocar tudo a perder"
.
Outro ponto destacado por Anderson foi o gasto excessivo com a manutenção
dos veículos, já que, em
razão da má condição das estradas, os carros acabam parando na oficina mais cedo.
De acordo com o representante,
no segundo semestre de 2006 e primeiros meses de 2007, a Frota Nobre chegou a gastar 80%
a mais
com a manutenção dos veículos.
"Estamos recebendo muitas reclamações dos nossos clientes. Com os buracos e esse trechos
de desvio, a viagem chega até mesmo a atrasar, e aí todo mundo vem cobrar da gente.
Em razão dos estragos da BR-267, estamos com prejuízos morais, e isso é um
estresse para nós"
Para a empresa de Transportes Paraibuna, além dos trechos interditados,
entre Juiz de Fora e Leopoldina, é preciso destacar também o
deslizamento de terra, que encobre parte da pista direita, no km 56, em Guarará.
A empresa também informou, como principais prejuízos, os gastos com manutenção dos veículos e pequenos atrasos que acabam acontecendo com a necessidade do motorista em andar mais devagar e com atenção redobrada por causa dos buracos e trechos interditados.
Em dezembro do ano passado, a redação da ACESSA.com entrou em contato com
a assessoria do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), em
Belo Horizonte.
Na ocasião, foi informada de que o projeto de revitalização dos trechos semi-interditados da BR-267 estariam em fase de finalização e que o DNIT-BH aguardava somente pela verba para que a operação pudesse ser finalizada.
Procurada na tarde desta segunda-feira, a assessoria de imprensa do DNIT-BH mais uma vez afirmou que aguarda a liberação da verba para reconstrução dos trechos do km 28 e 29. De acordo com informações fornecidas, a solicitação da verba de emergência em Brasília já foi realizada. Mas a data dessa solicitação não foi revelada.
A lei 8.666 que dispõe sobre licitações e contratos, no entanto, afirma que
é obrigatório que o pedido de verba de emergência e a finalização da obra,
ocorra no período de 180 dias.
O que traz a dedução de que - de acordo com os dados fornecidos pela assessoria de imprensa do DNIT em dezembro do ano passado, que afirmou que o pedido de verba de emergência já havia sido feito - as obras devem ficar prontas até junho deste ano.
No entanto, até o momento nenhuma obra começou a ser realizada nos trechos interditados. O DNIT afirmou também que em relação aos buracos da 267, a construtora Visor acaba de vencer uma licitação orçada em R$ 1 milhão de 670 mil para resolver o problema.
Estava lendo está matéria sobre a BR-267, sou usuário há quase 10 anos desta rodovia, e é engraçado como uma estrada de paisagens tão exuberantes, ao amanhecer, a ponte que hoje em meia pista, te convidava para parar o carro e olhar a neblina refletida no sol, que hoje causa pânico, e não menor do que o trecho que está já em menos de meia pista, é preciso que o povo de minas, pressionem as autoridades, e lembrem sempre, que é uma região bela, rica em natureza e uma das estradas mais estratégicas da região, porquê liga Juiz de Fora á Parte sudeste da Zona da Mata fico realmente frustrado quando passo pela BR-267, e lembro da época em que dirigir até Juiz de Fora era algo realmente prazeiroso. Hoje pavoroso.
Fabiano Murine de Oliveira