A estrutura do Expominas para o 24ª Congresso Nacional de Laticínios foi considerada quase perfeita pelos expositores. O espaço não conseguiu nota máxima devido a problemas de comunicação: além de não oferecer sinal para celular, muitos expositores ficaram sem acesso a telefone fixo e poucos sabiam que havia internet disponibilizada no segunda andar do espaço.
O gerente de vendas, Flávio Carvalho (foto abaixo), aprovou
o Expominas, mas considerou
a falta de internet e de sinal telefônico um empecilho para as vendas.
"Às vezes, deixamos de fechar um negócio porque não temos como fazer
comunicação com a empresa. Negócio é momento e agendar com cliente para uma
próxima data pode comprometer a venda. Sem dúvida isso limita muito esse tipo
de trabalho"
, lamenta.
Mesmo com a dificuldade, Flávio considera o Expominas o espaço adequado para o tamanho do
evento. "A estrutura do Instituto Cândido Tostes não suportava mais
a Expomaq. O espaço de estacionamento aqui é infinitamente superior. Mesmo sem
a infra-estrutura ideal de comunicação, o Expominas é mais adequado e mais
confortável"
, avalia.
Já na opinião de um expositor que veio da Bahia, Joziel Pereira dos
Santos (foto abaixo), a estrutura passada era melhor. "Era mais
central, com mais restaurantes perto, no centro da cidade, próximo aos
hotéis. Mas também é questão de costume, com mais alguns anos todos
se acostumam com o Expominas. Mas gasto mais dinheiro e o fluxo de
negócios continua o mesmo"
, avalia.
Para Joziel, a falta de celular e de acesso a internet são prejudiciais,
principalmente aos expositores de fora. "Vim para cá e meus funcionários
estão sozinhos na Bahia. Qualquer problema não tem como eles entrarem em
contato comigo. Também não posso saber como vão as coisas por lá. A internet
também faz muita falta porque nos tira a possibilidade de comunicar via e-mail"
,
observa Joziel que, assim com Flávio, não sabia de um espaço reservado para os
internautas no segundo andar.
O problema também foi notado pelo vice-presidente - cartonados de uma transnacional,
Ricardo Penaf. Mesmo com telefone fixo em seu estande e sabendo
do acesso a internet, ele ainda sentiu falta da comunicação por celular. "Na
atual era da informação não dá para ficar sem celular. Outro detalhe é que na saída
para retornar a Juiz de Fora, a gente tem que andar muito de carro para achar um
retorno seguro"
, comenta.
A via de acesso (fotos abaixo) do Expominas já causou transtornos e impediu que alguns eventos
de grande porte fossem realizados no Expominas. Mesmo com as obras, a saída ainda
é um transtorno para os visitantes e expositores. "A gente tem que andar
alguns quilômetros de distância para conseguir um retorno para voltar a cidade,
mas nada que não possa ser resolvido para o próximo evento"
, completa Flávio.
Mesmo com esses contra tempos, a coordenadora do evento, Cristina
Assis (foto abaixo à esquerda),
considerou positiva a mudança no local do evento. "Os expositores adoraram
o local. A maioria reivindicava maior espaço para os estandes e só conseguiram
isto com a vinda para o Expominas. No Cândido Tostes, já não havia como expandir
nada. Tínhamos que improvisar muitas coisas e aqui tudo ficou mais adequado"
,
afirma.
Segundo Cristina, a organização do evento havia recebido a informação das operadoras
de celulares que a telefonia móvel ficaria disponível para o evento. "Isso foi
prometido, mas não cumpriram. Mesmo assim duas operadoras têm sinal no segundo
andar"
. Sobre a internet, Cristina conta que cyber espaço (foto abaixo ao centro)
foi montado e
estava disponível para todos no segundo andar, assim como os telefones fixos
foram cedidos aos expositores que requisitaram.
Apesar dos problemas, os expositores aprovaram o novo espaço. Apenas os que tiveram estandes montados
no segundo andar não ficaram tão satisfeitos. "O pessoal reclamou que estavam
sendo poucos visitados. Acredito que a área de restaurante deveria ficar no segundo
andar para não dar esse problema. Poucos estão indo lá em cima"
, conta o
expositor Joziel.
A falta de costume dos visitantes com um segundo piso é apontada, pela organização,
como a responsável pelas baixas visitas na parte superior do Expominas. Cristina
garante que tudo foi resolvido. "Distribuímos panfletos para que as pessoas
visitassem o segundo andar. Colocamos banner na entrada pedindo a visita na parte de cima.
E a Expolac que está lá também é um grande atrativo para visitantes. Isto é
questão do pessoal acostumar com a utilização de um segundo espaço"
,
completa.
Uma das exigências para que o Expominas fosse liberado para eventos foi a construção de uma passarela (foto abaixo à direita) na BR-040 para travessia de pedestres. Porém, ninguém utilizou a obra para atravessar a estrada: os ônibus já embarcam e desembarcam passageiros ao lado do Expominas e os carros ficam no estacionamento. Por isso não há fluxo de pedestres para atravessar a BR-040.
*Thiago Werneck é estudante de Comunicação Social da UFJF