A quarta edição do Dia Mundial sem Carro, em Juiz de Fora, começou a movimentar a Rua Santa Rita antes de 9h de sábado, 22 de setembro. A data faz parte da programação da Semana do Trânsito, que começou da 18 de setembro e vai até o dia 25 de setembro.
Várias atividades foram programadas, entre elas o Passeio ciclístico, com
o Clube do Pedal e Mountain Bike Club BH. Para o organizador do passeio,
Luiz Fernando Cigani (foto abaixo, à direita), "a cidade ainda
está engatinhando. A própria imprensa está inibida sobre a importância da data"
.
A intenção de Cigani é que a rua Santa Rita seja tomada por ciclistas todo o
dia 22 de setembro. "Eu estou divulgando a data desde março, para
esta mobilização. O município começou só há dois meses"
.
Os ciclistas que se reuniram na rua seguiram pela avenida Rio Branco, Avenida Brasil, Acesso Norte até a praça de Benfica, retornando pelo mesmo caminho. No percurso, eles vão distribuindo uma cartilha mostrando os direitos e deveres dos ciclistas e de como a bicicleta pode ajudar a melhorar o trânsito e o meio ambiente.
Além dos ciclistas, o ônibus educativo para as crianças está no local, foi montada uma área de lazer para as crianças, haverá apresentação do canil da Polícia Militar, banda do Exército, dança folclórica alemã, tango argentino, Kung Fu e Tai-Chi-Chuan, aferição de pressão e uma exposição de animais silvestres empalhados.
A organização do evento solicitou a presença da 4ª Cia IndMat, segundo Cabo
Bernardo (foto abaixo, à esquerda), para mostrar à população a necessidade
de conscientização para a preservação destes animais, que são atropelados
em zona urbana e, principalmente, na zona rural. "O trânsito está muito relacionado
ao Meio Ambiente"
, diz.
A coordenadora do Sest/Senat, Júlia Guida Ribeiro (foto acima),
acredita que a mobilização no dia 22 de setembro vai fazer as pessoas perceberem
"como pode ser agradável uma rua sem trânsito, ter um lazer"
.
O coordenador de educação do trânsito da Gettran, Jorge Alfredo Franco
Lima (foto abaixo, à esquerda), comenta que a expectativa é que o movimento seja grande este ano e,
desta forma, motive as pessoas a usarem menos o veículo automotor. "Queremos
motivar a utilizar o transporte coletivo, a bicicleta, mas a bicicleta de
uma forma consciente, dentro das leis do Código de Trânsito"
, enfatiza.
Segundo o coordenador, o tranporte coletivo de Juiz de Fora atende
à população que deixar seus carros em casa. "O transporte coletivo da cidade
é eficiente e nós temos uma frota de cerca de 142 mil veículos emplacados. Tirando
uma parte destes veículos, vamos ter menos poluição, menos congestionamento, menos
estresse, menos acidente"
, comenta.
Até meio-dia, Jorge acredita que cerca de dez mil pessoas já tenham passado pela
rua Santa Rita, escolhida simbolicamente, por ser uma via de movimento e
que dá acesso à avenida
Rio Branco. "Vai ter um pouco de reclamação de alguns motoristas, mas
o que a gente quer é isso, que a pessoa pare e pense na intenção disso.
As pessoas
que moram aqui sentem a diferença, os comerciantes também". O gerente de
uma farmácia de manipulação da rua Santa Rita, Reynaldo David
(foto acima, à direita), comenta que o movimento deve diminuir. "Isso, à princípio.
Mas em relação à comunidade, acho muito importante. E este ano tem mais gente,
mais movimento"
.
O presidente da Comissão Municipal de Segurança e Educação no Trânsito (Comset),
José Luiz Britto Bastos, diz que os juizforanos ainda não
estão mobilizados com o Dia Mundial sem Carro. "Ainda há muito o que fazer.
a imprensa é importante na hora de divulgar para educarmos a população"
, comenta.