Sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2007, atualizada às 18h30
Com o verão chegando e o período de chuvas se aproximando, o alerta para o risco de uma epidemia de dengue se torna mais forte. Segundo o técnico em mobilização social e saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Paulo Fernandes, a época é propícia para a reprodução do mosquito da dengue.
"O período de chuvas é também a época de temperaturas elevadas e o
calor favorece a proliferação
de microorganismos na água. As larvas do mosquito se alimentam destes microorganismos e
a tendência é que tenha um aumento do número do Aedes aegypti"
, explica.
Em Juiz de Fora, já foram registrados 376 casos da doença neste ano, número muito
maior que no ano passado, quando 17 casos foram confirmados. "Não estamos trabalhando para
erradicar o mosquito da dengue, mas para controlar. É importante que toda a sociedade trabalhe em
conjunto para diminuir o número de mosquitos transmissores"
, ressalta.
Para isso, Paulo recomenda cuidados que passam em branco para muitas pessoas.
"Além de evitar o acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas,
e deixar a caixa d'água bem tampada, é necessário prestar a tenção na bandeja de degelo
da geladeira ou freezer e na do ar condicionado. Estes são locais onde muitas larvas têm sido
encontradas"
, alerta.
E completa. "Como o ciclo de vida do Aedes aegypti é curto, de ovo a mosquito leva cerca de
uma semana, é importante que as pessoas façam a vistoria desses locais a cada
dois dias"
.
Segundo Paulo, em alguns anos, o número de casas visitadas onde o mosquito foi encontrado
aumentou muito. "A Organização Mundial de Saúde preconiza que somente 1% das casas
visitadas pode ter a presença do mosquito. Juiz de Fora apresentava um valor entre 0,3% e 0,5%.
Em março deste ano, o valor do Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (Lira)
chegava a 3,7%"
.
Ele diz que os índices apontam uma quantidade grande do mosquito em todas as regiões da
cidade. Em todo o Estado, 90% das cidades tem o mosquito. "Por isso insistimos que
o controle é um trabalho integrado no país inteiro e de todas as pessoas"
.
Informações da Secretaria de Estado da Saúde mostram que foram notificados, em Minas, 41.511 casos de dengue. Treze casos de Febre Hemorrágica foram confirmados, com quatro óbitos. As regiões com maior transmissão de dengue foram o Centro, Nordeste e Leste.