Terça-feira, 15 de janeiro de 2008 atualizada às 11h50
Dados divulgados pela Polícia Militar de Meio Ambiente informam que em 2007 houve uma redução no número de apreensões de animais silvestres em todo o estado de Minas Gerais. Em Juiz de Fora os números comprovam essa estatística.
Segundo o sargento da Polícia Florestal de Juiz de Fora, Gilson de Melo Rocha,
em 2007 foram apreendidos 314 animais."Em 2006, foram 384 apreensões"
, revela.
O sargento acredita que tal redução se deve a um trabalho conjunto entre a Polícia
Florestal e a imprensa.
"Essa redução se deve à fiscalização, que foi incrementada em 2007, às campanhas
educativas desenvolvidas pelo setor de Educação Ambiental da companhia e, principalmente,
à divulgação da legislação e das prisões e autuações que realizamos ao longo do ano"
.
Ao todo, 132 prisões foram efetivadas em 2007, contra 144 no ano anterior.
O comércio ilegal de animais representa uma perda para a biodiversidade das áreas nativas. O sargento Gilson ressalta que a retirada de animais da natureza geram desequilíbrio do ecossistema.
"Os animais precisam ficar em seu habitat natural para que tudo fique equilibrado.
Por exemplo, se você levar muitos pássaros para determinado local, a tendência é
acabar com a população de insetos e provocar um descontrole na cadeia alimentar.
O mesmo ocorre com outras espécies"
, diz.
Os pássaros são os animais que mais sofrem com o tráfico. Em Minas Gerais, 90%
das apreensões são de aves e, em Juiz de Fora, esse número supera a marca dos
50%."Dos 314 animais apreendidos, 161 são aves canoras"
.
A multa é de R$ 500 para cada animal mantido em cativeiro e, se for animal em extinção o valor aumenta para R$ 3.500 por espécie apreendida.
* Marinella Souza é estudante de Jornalismo da UFJF