Cidade

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009, atualizada às 19h

ACEJF propõe criação de um camelódromo anexo ao CCBM


Da Redação

A Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora (ACEJF) se mobiliza para apresentar à Prefeitura Municipal uma proposta de criação de um local para funcionamento de um camelódromo na cidade.

Segundo o presidente da ACEJF, Aloísio José de Vasconcelos Barbosa, a ideia é construir o centro de comércio popular anexo ao Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), com 480 boxes. "Além da galeria popular, queremos abrir pisos para garagem. Desta forma, resolvemos outro problema do centro, que é a falta de vagas"

Para Barbosa, o camelódromo seria vantajoso para comerciantes, camelôs e consumidores. "Os ambulantes teriam mais segurança e melhores condições de trabalho. As vias públicas não ficariam ocupadas pelas barracas, o que beneficiaria pedestres e comerciantes. A desobstrução das vias públicas também contribuiria para o projeto de revitalização do centro da cidade".

O presidente da ACEJF visitou o camelódromo de Volta Redonda para avaliar o projeto desenvolvido na cidade. "A experiência de Volta Redonda pode nos ajudar nesse processo. É um exemplo de um centro de comércio popular bem sucedido."

O presidente do Sindicomércio, Emerson Belloti, afirma que a entidade também levanta a mesma bandeira da ACEJF. "Os ambulantes passarão a ter uma estrutura melhor para trabalhar. Não vão precisar se preocupar, por exemplo, com a chuva, e o centro de Juiz de Fora será revitalizado."

A secretária de Atividades Urbanas, Sueli Reis, diz que qualquer decisão da Prefeitura em relação à adoção de projetos para os ambulantes será discutida com os representantes da categoria. Para ela, precisa haver um ordenamento no uso da barraca. "Os ambulantes deixam cadeiras e caixotes ao lado da barraca, sendo que isto não é permitido."

Foto camelô Foto camelô
Opinião dos ambulantes

Não há consenso entre os ambulantes sobre a implantação de um camelódromo. O camelô Sebastião Expedido concorda com a criação de um espaço para os ambulantes trabalharem. Entretanto, ele faz uma ressalva. "Se os clientes não forem fazer suas compras no camelódromo, todos os ambulantes voltarão para as ruas."

O ambulante José Eugênio da Silva é a favor do centro de comércio popular, desde que seja construído no centro. "Havia rumores de construí-lo no Terreirão do Samba, mas lá ninguém vai." Segundo ele, a proposta de construção próxima ao CCBM atende os seus anseios.

A camelô Tânia Dutra (foto acima e à direita) endossa o coro daqueles profissionais que se posicionam contra. "A Prefeitura tirou os camelôs da rua São João. Agora, você passa pela via e percebe que ela está morta. O comércio acabou. Vai acontecer a mesma coisa com a rua Marechal. Não atrapalhamos os lojistas, tem espaço para todos."

Os textos são revisados por Madalena Fernandes