Cidade

Sexta-feira, 6 de março de 2009, atualizada às 15h

Movimentos sociais já se mobilizam contra o aumento da passagem


Guilherme Arêas
Repórter

Com a notícia de que a Prefeitura de Juiz de Fora solicitou a revisão na tabela de cobrança das tarifas dos ônibus urbanos na cidade, vários movimentos sociais começaram a se organizar para discutir o possível aumento da passagem.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) vai reativar o "Comitê conta o aumento da passagem e em defesa do transporte público", criado em 2007, quando vários movimentos sociais se mobilizaram contra o reajuste de 13% no valor das tarifas. Os trabalhadores se reúnem na próxima segunda-feira, 9 de março, para discutir as primeiras ações que serão tomadas, caso a situação caminhe para o novo reajuste.

"Temos um estudo provando que o preço atual praticado vai além do preço real. Nada justifica o aumento da passagem nesse momento, pois uma sentença judicial garante o valor em R$ 1,55. Além disso, temos um debate aberto no Legislativo. Desta vez, a Câmara Municipal não se furta ao debate, como aconteceu no mandato passado", avalia o presidente da CUT em Juiz de Fora, Péricles Lima.

O vereador e representante do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora, Betão (PT), disse que ainda será avaliada a possibilidade de solicitar uma audiência pública na Câmara para debater o reajuste.

Para a próxima semana, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também prepara uma assembleia para avaliar o assunto, que já entrou na pauta de discussões do último Conselho dos Diretórios Acadêmicos e Centros Acadêmicos da instituição, realizado nesta quinta-feira, 5 de março.

A entidade que representa os estudantes disse acompanhar o caso pelo viés da campanha salarial dos trabalhadores do transporte coletivo, que iniciam a greve da categoria na próxima segunda-feira, 9 de março. "Nesse momento, o aumento da passagem está envolvendo não só a questão da tarifa, mas também a reivindicação do Sinttro pelo aumento de salário para os motoristas e cobradores de ônibus", avalia a membro do DCE, Polyana Coelho.

A Astransp já havia informado que, com a tarifa cobrada atualmente, as empresas de ônibus não conseguem atender às reivindicações salariais dos motoristas e cobradores. Conforme o Portal ACESSA.com noticiou, a entidade que representa as empresas enviou à PJF um pedido de revisão da tabela em dezembro de 2008. A Prefeitura, por sua vez, repassou o pedido ao Ministério Público no último dia 11 de fevereiro.

Para o representante do Movimento Juventude Renovação, Luan Cupolillo, o atual valor da tarifa de ônibus está acima do que deveria ser cobrado. O estudante não descarta que novas manifestações voltem a ocorrer, repetindo o cenário visto diversas vezes nas ruas da cidade em 2007. "Estamos em alerta. Se houver qualquer tentativa de aumento da passagem, com certeza vamos responder com mobilizações nas ruas".