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Terça-feira, 15 de janeiro de 2008, atualizada às 15h12

Preço da manga vai subir na safra 2007/2008, garante Emater de Visconde do Rio Branco. Produção deve ultrapassar mil toneladas


Priscila Magalhães
Repórter

Apesar de o número parecer grande, o engenheiro agrônomo da Emater de Visconde do Rio Branco, Hugo Flores, garante que a produção da safra 2007/2008 não vai superar a da safra anterior. "A estimativa é que a produção da Zona da Mata chegue a 1.250 toneladas do produto, praticamente a mesma do ano passado".

Mas se a produção vai ser praticamente a mesma da safra 2006/2007, a tendência é que o preço aumente neste ano. Segundo o engenheiro agrônomo, os motivos são vários e incluem a demanda do mercado internacional, principalmente China e Índia. Para ele, um rearranjo internacional vai provocar a elevação dos preços dos alimentos.

"Mesmo que a nossa região não exporte a manga, a tendência é que ela tenha seu preço valorizado em função da demanda externa, atendida pela região nordeste. China e Índia são dois países que têm alimentação deficitária e falta de terra para o plantio. Junto com isso, vem o fato de terem aumento na capacidade de consumo", explica Hugo.

Com relação à qualidade do produto, o engenheiro garante que ela não foi afetada pela falta de chuvas em 2007. Ao contrário, a fruta atingiu uma qualidade melhor que a da última safra. "Como a maioria dos agricultores já investiu em sistema de irrigação, não houve problema com relação à qualidade. As pragas e doenças são minimizadas sem a chuva, a água é jogada diretamente no pé e o produto fica mais doce e competitivo com os do Nordeste do Brasil. Talvez a seca tenha prejudicado na quantidade de manga produzida.".

As cidades que mais contribuem com a produção da fruta, na Zona da Mata Mineira, são Visconde do Rio Branco, Ubá, São João Nepomuceno, Astolfo Dutra e Descoberto. Em Juiz de Fora, a produção é muito pequena, segundo o engenheiro agrônomo da Emater de Juiz de Fora, José Renato Santana. E, semelhante ao restante da região, a produção deve ser quase a mesma da safra 2006/2007. "Na cidade, não existe produção em escala comercial. A maioria dos pés estão na área rural ou no quintal de alguma casa. A produção é mais para consumo próprio".