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Terça-feira, 14 de outubro de 2008, atualizada às 17h13

Greve do Dnit já dura mais de uma semana. Paralisação prejudica obras e licitações em andamento



Priscila Magalhães
Repórter

Os funcionários do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) estão em greve nacional há nove dias. Segundo a assessoria do Departamento em Minas Gerais, desde o dia 06 de outubro, o movimento é nacional, com adesão de 100%. Somente em Minas são 250 servidores. Em todo o país são três mil funcionários.

A superintendência regional do Dnit em Juiz de Fora também aderiu à greve. A equipe de jornalismo do Portal ACESSA.com entrou em contato com o superintendente regional, que estava no escritório. Entretanto, não fomos atendidos. A assessoria informou que o superintendente não é um servidor de carreira e por isso não pode parar as atividades.

A categoria quer a equiparação dos salários com o valor pago pelas agências reguladoras, com atividades semelhantes ao Dnit e subordinada ao Ministério dos Transportes. Segundo a assessoria em Belo Horizonte, um engenheiro da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ganha sete vezes mais que um engenheiro do Departamento, que ainda tem o salário menor que o de um servidor de nível médio na Agência.

Segundo a assessoria, não há previsão para que a greve termine. O Departamento está negociando com o Ministério do Planejamento e há perspectiva de uma reunião ainda essa semana. Com a greve, os processos internos de licitação para religamento e instalação de radares e balanças, para a realização de obras e desapropriação ficam parados. A tendência é que as obras em andamento parem com o tempo, já que as empreiteiras vão deixar de receber o pagamento.

Segundo a assessoria, "o Dnit está sendo desvalorizado e a única forma de melhorar os serviços e as estradas é a valorização do Departamento".