Cidade

Quarta-feira, 22 de outubro de 2008, atualizada às 21h14

Gate de Juiz de Fora atua em combate a seqüestro que dura oito horas de negociação, no bairro Santana, em Muriaé



Ludmila Gusman
Editora Geral
Madalena Fernandes
Revisão

Dois muriaeenses foram mantidos reféns, durante todo o dia, desta quarta-feira, 22 de outubro, na cidade de Muriaé, 160 quilômetros de Juiz de Fora. O seqüestro, que durou cerca de oito horas, mobilizou cerca de 80 policiais do 47º Batalhão de Muriaé e a participação do Grupamento de Ações Táticas Especiais - GATE, de Juiz de Fora, do Batalhão de Policiamento Aéreo de Belo Horizonte, além da Polícia Civil representada pela 38ª Delegacia Regional.

Para conter a ação do bandido, a polícia fechou cinco quarteirões, utilizou um helicóptero e contou com a ajuda de atiradores de elite que ficaram apostos durante todo o dia.

O seqüestrador, ex-presidiário Luciano de Paula Carneiro, de 28 anos, natural de Dores da Vitória (MG), conhecido como Luciano do Fisiquinha, seguia do distrito de Macuco em direção a Muriaé, quando foi abordado por uma viatura e trocou tiros com os policiais. A namorada, identificada pela polícia como Irene, que estava com o seqüestrador, foi presa. O ex-detento conseguiu fugir a pé até o bairro Santana e invadiu uma distribuidora de cereais onde estavam 14 pessoas. Aos poucos foi liberando as vítimas, mas três delas foram mantidas reféns sob mira de uma submetralhadora.

Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito tentou fugir em um caminhão levando duas das vítimas, Filipe, de 21 anos, e Elton Dion de Souza Martins, de 25 anos. Quando percebeu que estava cercado por policiais, tentou voltar para o local, mas não conseguiu, ficando o bandido e as vítimas presas na cabine do caminhão. Por volta de 16h, Elton foi liberado com ferimentos leves, causados por estilhaços de vidro. Filipe só foi solto quando o advogado de Fisiquinha chegou e conseguiu convencê-lo de libertar Filipe.

Luciano deixou a prisão há cerca de dois meses e estava sendo investigado pela polícia. Após o ocorrido, não considerado efetivamente um seqüestro, segundo a polícia, já que o bandido fez reféns para garantir sua integridade física, Luciano foi levado à delegacia para prestar depoimento.