Os bancários do Banco do Brasil (BB) e dos bancos privados retornaram ao trabalho nesta sexta-feira, dia 9 de outubro, após 15 dias de greve. Em assembleia realizada na última quinta-feira, 8 de outubro, o Sindicato dos Bancários aceitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 6% e adicional de 6% aos benefícios, como vale-alimentação e refeição. Quanto à participação dos lucros e resultados (PLR), o percentual oferecido foi de 90% do salário, somado com a quantia fixa de R$ 1.024 e uma participação de 2% no lucro líquido do banco para cada funcionário.
Para o diretor de formação do Sindicato, Robson Marques, a conquista da classe foi importante. "Conseguimos aumentar em 1,5% o ganho real em relação à primeira proposta de 4,5% de reajuste. Mesmo não atingindo os 10% como desejávamos, a sensação é de vitória, pois em período de inflação, o banco não poderia dar mais do que os 4,5%. Sobre a PLR, o reajuste só era concedido, caso o banco tivesse resultado 15% superior ao ano anterior e, em tempos de crise, nenhum conseguiu atingir a meta." Outra conquista da classe foi a ampliação da licença-maternidade das bancárias gestantes de agências privadas para 180 dias, superando os quatro meses tradicionais.
Os trabalhadores da Caixa Econômica continuam em greve. Marques explica que os motivos para a continuidade do movimento são a falta de discussão para questões específicas e a diferença de reajuste em relação aos bancários do Banco do Brasil. "Os funcionários do BB receberam 9% de reajuste salarial e 4% de PLR. Os da Caixa conseguiram o mesmo benefício que os bancos privados. Os bancários da Caixa não ficaram satisfeitos e se sentiram injustiçados." Outra conquista exclusiva do Banco do Brasil foi a abertura para a discussão da mudança de plano de cargos e salários. "Com isso, a perspectiva de crescimento na empresa aumenta", explica Marques.
*Pablo Cordeiro é estudante do 9º período de Comunicação Social da UFJF
Os textos são revisados por Madalena Fernandes