Policiais civis queimam caixões em protesto contra a proibição do movimento grevista
Repórter
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Os policiais civis realizaram nesta sexta-feira, 11 de dezembro, um ato público em frente à Delegacia Regional da Polícia Civil (PC), em Santa Terezinha. A categoria queimou caixões em protesto à proibição do movimento grevista e ao não cumprimento total do acordo firmado com o governo do Estado. O ato aconteceu em todas as cidades que possuem delegacias regionais da PC, durante o horário de almoço, para não ser caracterizado como paralisação.
De acordo com o diretor do Sindicado dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol), Marcelo Armstrong, o governo havia prometido encaminhar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que cria a carreira jurídica para delegados do Estado, e também o projeto que exige o curso superior para ingresso na Polícia Civil (PC) nos cargos de agente e escrivão, mas somente a primeira foi encaminhada para a Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). "O atendimento às nossas reivindicações foi parcial. Em nosso entendimento, essa é uma forma de rachar o movimento e de separar os delegados da base", afirma.Segundo Armstrong, a categoria fará um novo ato público na próxima semana, na tentativa de sensibilizar o governo a retomar as negociações. No início do mês, o desembargador Eduardo Andrade declarou ilegal a greve dos policiais civis e deferiu o pedido de liminar para suspender o movimento grevista dos delegados e servidores da policia civil do Estado de Minas Gerais. O comando de greve informou que já entrou com recurso, pedindo a revogação da liminar.
Reivindicações
A pauta de reivindicações dos policiais civis inclui 16 itens. Entre eles, está a criação da carreira jurídica para delegados, em razão de esses profissionais praticarem funções próprias de juízes e promotores de justiça, sem que haja uma paridade salarial. Esta reivindicação já foi encaminhada à ALMG. Os policiais civis também lutam pela recomposição salarial, a exigência do curso superior para ingresso na PC nos cargos de agente e escrivão e o aumento no número de agentes para atender a população. Segundo Armstrong, "Juiz de Fora possui hoje 40 agentes trabalhando, sendo que o ideal seria pelo menos mais cem".
Os textos são revisados por Madalena Fernandes
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