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    Quarta-feira, 1 de junho de 2016, atualizada às 18h20

    Militantes repudiam cultura do estupro em Juiz de Fora

    Angeliza Lopes
    Repórter
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    Para chamar a atenção da população para o problema da cultura do estupro e violência contra a mulher, motivado pelo caso da adolescente de 16 anos, estuprada por 30 homens no Rio de Janeiro, militantes fazem uma manifestação nesta quarta-feira, 1° de junho, no Parque Halfeld. A concentração começou às 17h com batucada e depoimentos de militantes sobre situações de violências silenciadas, que ocorrem no dia a dia de muitas mulheres. A saída da passeata está marcada para às 18h30, com trajeto até a Praça Antônio Carlos.

    Com o tema 'Por TODAS NÓS / Por TODAS ELAS', a ação acontece também em diversas cidades do Brasil, com o intuito de dar visibilidade para a questão. A militante do Coletivo Maria Maria, Laiz Perrut, explica que o movimento partiu de forma espontânea nas redes sociais, com mobilização de uma organização coletiva de mulheres de Juiz de Fora.

    A militante destaca que além do tema central abordado nos manifestos de todo o país, o coletivo vai tratar de pautas da cidade relacionadas ao assunto, que são o não funcionamento 24 horas da Casa da Mulher, dificuldades em fazer o Boletim de Ocorrência (BO) e a desativação da Casa Abrigo, ferramenta para as mulheres vítimas de violência.

    "Vamos fazer um abaixo-assinado para exigir ao poder público estas duas medidas. A cultura do estupro não é diferente em Juiz de Fora, visto que as estatísticas mostram que a cada três dias uma mulher é violentada de alguma forma. A sociedade como um todo perpetua este comportamento ao culpabilizar a vítima, agindo de forma que as mulheres se sintam oprimidas e violentadas. O problema aumenta quando não temos o aparato que funcione de fato. Acreditamos que a Casa da Mulher é uma ferramenta importante, mas que funciona pouco, precisamos de mais ações para que a vítima se sinta segura”, destaca.

    Outros temas nacionais levantados pelo movimento são o repúdio aos projetos de lei 6055/2013 e 5069/2013 que representam, segundo os coletivos, atrasos em relação às conquistas das mulheres por tentar revogar o atendimento às vítimas de violência sexual e criminalizar o uso da pílula do dia seguinte.

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