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    Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018, atualizada às 16h51

    Campanha da Fraternidade 2018 é lançada em celebração nesta quarta-feira

    Da redação

    A Campanha da Fraternidade 2018 terá como tema “Fraternidade e superação da violência” e o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 28,3). Ela será oficialmente lançada em Juiz de Fora nesta Quarta-feira de Cinzas, 14 de fevereiro, às 19h, na Catedral Metropolitana. A celebração será presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil.

    As informações da iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram divulgadas em coletiva de imprensa na última sexta-feira, 9 de fevereiro, no prédio da Cúria Metropolitana.

    Um dos objetivos da campanha deste ano, segundo o texto-base produzido pela CNBB, é “construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. Em consonância com o documento, Dom Gil Antônio Moreira ressaltou que a CF propõe não só uma conversão pessoal - característica do Tempo Quaresmal -, mas também social. Pelo fato de a iniciativa reforçar um problema já abordado em outros anos, o arcebispo afirmou: “Este é um tema que será sempre retomado, porque a raça humana tem a tendência de cair no mal da agressividade e na ilusão de procurar a solução pela força. A proposta de Cristo para vencer a violência é justamente evitar qualquer de suas causas. A lei do amor ao próximo, a lei da renúncia. É preferível suportar a violência do que praticá-la”.

    Através do tradicional método do “ver, julgar e agir”, a proposta da Campanha da Fraternidade 2018 inclui analisar a sociedade, buscar uma solução através daquilo que fala a Sagrada Escritura e colocar em prática medidas concretas a fim de solucionar o problema social que é a violência.

    “Neste ano, o manual da campanha tenta entrar nas entranhas da violência. O que o livro mostra, num aspecto de estudo profundo, com dados, é que a violência não tem um único ponto, mas está infiltrada nas diversas realidades da sociedade brasileira”, disse o padre Antônio Camilo de Paiva.

    Em sua fala, o diácono Carlos Henrique apresentou a área de atuação da Pastoral do Menor, que possui trabalhos voltados a crianças e adolescentes com idades entre 7 e 18 anos e ainda realiza assistência religiosa dentro do Centro Socioeducativo Santa Lúcia. A pastoral também faz parte do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e sempre cobra o poder público sobre medidas que possam livrar os jovens da criminalidade e da violência.

    Padre Welington Nascimento de Souza, responsável pela Pastoral Carcerária na Arquidiocese de Juiz de Fora e também no Estado de Minas Gerais, falou sobre a violência nos ambientes prisionais. “Aqui nós temos essa mentalidade: achar que vamos resolver a violência prendendo pessoas. Mas o encarceramento em massa não gerou melhora na segurança pública, pelo contrário. Os índices de violência nesses últimos anos vêm aumentando gicantescamente, vitimando, sobretudo, as pessoas mais simples, da periferia. Fica evidente que encarcerar não significa pôr fim a tanta violência, pois infelizmente o Estado não cria estruturas que contribuam para a ressocialização da pessoa encarcerada”.

    A Campanha da Fraternidade 2018 é enfatizada durante toda a Quaresma, até o Domingo de Ramos, 25 de março, mas se estende durante todo o ano.

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