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    Cresce a produção de curtas-metragens em Juiz de Fora Festival de Cinema incentiva os novos cineastas que mesmo com o baixo orçamento não se sentem prejudicados em criar bons materiais

    Guilherme Arêas
    Repórter
    04/11/2008

    "Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça." Quando Glauber Rocha imortalizou a célebre frase, talvez não imaginasse que ela cairia tanto no gosto dos que apreciam a sétima arte. Com a crescente facilidade de produção, edição e divulgação de vídeos, é cada vez mais comum colocar em prática as idéias de um cineasta iniciante.

    Em Juiz de Fora, os produtores ainda têm mais um aliado: o Festival Primeiro Plano, que, em 2008, movimentou a cidade de 27 de outubro a 02 de novembro. A organização do evento recebeu um número recorde de inscrições nas mostras competitivas: 180 na nacional e 30 na regional.

    A produção audiovisual de Juiz de Fora levou três prêmios: O incentivo Primeiro Plano, para Ibitipoca Fé e Cura; melhor trabalho da Mostra Regional pelo Júri Popular, para Desfocados e Prêmio José Sette, para o curta Tornado (foto ao lado, no vídeo).

    Esse último foi escolhido por um júri formado por especialistas em cinema e pelos organizadores do Primeiro Plano. "Fizemos o curta de brincadeira. Entramos com o equipamento e resolvemos fazer um vídeo. No final ele acabou ganhando um tamanho maior", revela Eduardo Malvacini (foto abaixo, à direita), um dos integrantes da equipe que filmou "Tornado".

    Eduardo teve a ajuda dos amigos de faculdade Carol Caniato (foto abaixo), Carina Scaldini, Rodrigo Azevedo (foto abaixo, no meio) e Rafael Prado (foto abaixo, à esquerda). Juntos, contaram, em pouco mais de 3 minutos, a história de um aspirador de pó que assassina a empregada e três pessoas de uma família.

    Foto da equipe do curta Tornado "As pessoas riram no cinema, mas a idéia inicial era fazer uma coisa divertida para todos", diz Rodrigo. A tentativa de diversão deu certo e contagiou até os jurados. Apelidado de "Cachaça", o prêmio José Sette não poderia ser mais irreverente. Os vencedores ganharam duas garrafas da bebida, além de prêmios bem conhecidos dos juizforanos, como uma porção de torresmo de um bar da cidade, pipoca da carrocinha do Parque Halfeld e os famosos churros vendidos pela família da dançarina Scheila Carvalho.

    Apesar do sucesso do curta, o grupo faz questão de defender a criação coletiva. "Ninguém sabe de quem realmente é a idéia", conta Carol.

    Moradores de rua em cena

    A mesma fórmula foi utilizada pelos produtores do documentário Desfocados, vencedores pelo júri popular. Pedro Nogueira (foto abaixo, à direita), David Gomes (foto abaixo, no meio) e Rodrigo Lobão (foto abaixo, à esquerda) participaram de todas as etapas do filme, gravado em um dia.

    Foto da equipe de Desfocados O documentário revela a vida dos moradores de rua de Juiz de Fora. Ao todo foram sete entrevistas com pessoas que não têm onde morar. "Montamos um pequeno questionário e saímos atrás dos moradores de rua", revela Pedro.

    Desfocados seria apenas mais um vídeo para uma matéria da faculdade, mas o conteúdo das imagens surpreendeu até mesmo os estudantes. "As respostas dos moradores foram surpreendentes. Esperávamos que eles fossem se revoltar contra as pessoas, mas muitos não reclamaram da vida que levam", disse.

    A vida dos moradores de rua de Juiz de Fora ganhou repercussão até fora do país. Desfocados foi exibido na 4ª edição do Brésil en Mouvements, festival que reuniu produções audiovisuais brasileiras na França, em julho deste ano.

    Confira os vencedores do Festival Primeiro Plano 2008

    Júri Oficial:

    Melhor Filme: OS SAPATOS DE ARISTEU
    Melhor Documentário: GLADYS
    Melhor Direção: Luiz René Guerra por OS SAPATOS DE ARISTEU
    Melhor Roteiro: Cristiano Abud e Gilberto Scarpa por OS FILMES QUE NÃO FIZ
    Melhor Fotografia: Carlos Ebert por SATORI USO
    Melhor Montagem: Gilberto Scarpa por OS FILMES QUE NÃO FIZ
    Melhor Trilha Musical: Ronaldo Gino por OS FILMES QUE NÃO FIZ
    Melhor Ator: Adilson Maghá por OXICIANURETO DE MERCÚRIO
    Melhor Atriz: Berta Zemel por OS SAPATOS DE ARISTEU
    Melhor Concepção Sonora: Marconi Loures de Oliveira por O POVO ATRÁS DO MURO
    Melhor Direção de Arte: Carlos Nunes por CODA
    Melhor Primeiro Plano: O CINEASTA, A MENINA E O HOMEM-SANDUÍCHE

    Júri Universitário:

    Incentivo Primeiro Plano: IBITIPOCA FÉ E CURA

    Júri Popular:

    Melhor trabalho da Mostra Regional pelo Júri Popular: DESFOCADOS
    Melhor trabalho da Mostra Nacional pelo Júri Popular: OS FILMES QUE NÃO FIZ

    Velha Guarda:

    Prêmio José Sette: TORNADO
    Prêmio da Oficina de Crítica: OS SAPATOS DE ARISTEU

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