Direitos Humanos

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Centro Educacional Família Feliz Missionários portugueses criam associação e ajudam crianças



Rita Couto
*colaboração
12/07/2005

fachada da associação Criada há cinco anos em Juiz de Fora, a Associação Central da Solidariedade, que tem como expressão principal o Centro Educacional Família Feliz, foi idealizada por um casal de missionários portugueses e, hoje, assiste a 30 crianças carentes e a cem famílias, com cestas básicas, educação escolar e religiosa, visando não apenas a formação educacional, mas a transmissão de valores.

Como tudo começou...

Tudo começou quando Maria Leonor Marques, missionária portuguesa das Comunidades Missionárias Família Internacional, visitou algumas escolas públicas da região Leste de Juiz de Fora. Nessas instituições, algumas professoras uniam esforços e providenciavam uma cesta básica por mês, que era sorteada entre as famílias dos alunos mais carentes, como forma de tentar amenizar, pelo menos um pouco, a carência alimentar que dificultava o aprendizado das crianças.

Sensibilizada pela atitude das professoras, Maria e seu marido, o também missionário Ivo Marques, decidiram auxiliar um número maior de famílias. "Íamos pedindo mantimentos em vários lugares e montando as cestas básicas. Usávamos a garagem da nossa casa para receber as pessoas e distribuir os alimentos, mas o número de famílias foi crescendo e as necessidades também. Então chegou a um ponto em que decidimos nos voltar, especialmente, para as crianças", conta Maria.

Assim, em 2000, foi criado o Centro Educacional Família Feliz.

Ensino e transmissão de valores

missionários e crianças na sala de aula Situado em uma casa alugada no bairro Progresso, o centro educacional atende crianças dos bairros vizinhos, como Santa Rita e Alto dos Três Moinhos, e oferece educação pré-escolar e alilmentação balanceada, contando hoje com 30 alunos com idade entre quatro e seis anos. Além das aulas comuns à etapa pré-escolar, o centro também oferece formação religiosa cristã. "O nosso objetivo não é apenas proporcionar educação, mas transmitir valores", explica Ivo.

Desse modo, segundo Maria, os alunos adquirem uma formação a que não teriam acesso em outras cirscuntâncias, pois até mesmo os pais, no geral, não possuem fundamentos cristãos.

crianças na sala de aula "Mostramos para os alunos que existe Alguém que se preocupa com todos nós, nos ama e ensinamos as bases do Cristianismo através de músicas, coreografias e orações", conta a missionária.

Com a ajuda de duas psicólogas voluntárias, a instituição também auxilia as crianças a lidarem com os problemas da família e os traumas gerados por diversas situações.

"Temos crianças que já sofreram abuso, que presenciaram a assassinato do pai, outras que vêem a mãe se drogando. Então procuramos dar o maior apoio possível para que elas não cresçam e fiquem como os pais", completa Maria Leonor.

Além das crianças, o centro educacional auxilia também cerca de cem famílias com cestas básicas, das quais 60 são resultado de uma parceria com a AMAC, e orações.

crianças na sala de aula Os missionários acreditam que a semente lançada na vida dessas crianças poderá refletir em uma sociedade melhor.

Hoje o centro educacional conta com cerca de quinze voluntários, entre eles três professoras, duas psicólogas e uma fonoaudióloga, além de uma voluntária responsável por ensinar boas maneiras e higiene aos alunos.

A associação está realizando uma rifa para a compra de um veículo e necessita de doações financeiras e materiais, como móveis, roupas, alimentos, produtos de limpeza e higiene, entre outros.

Para ajudar

As doações para a Associação Central da Solidariedade e para o Centro Educacional Família Feliz podem ser feitas através de depósito bancário:

Razão social: Associação Central da Solidariedade
BANCO Bradesco - AG. 2180-6 C/C 12914-3

Se você quer encaminhar algum outro tipo de doação, é só enviar para : Rua Américo Lobo, 1376 - Bairro Progresso Juiz de Fora - MG.
O telefone de contato é: (32) 3226-5240

*Rita Couto é estudante do terceiro período de Comunicação Social da UFJF
*As fotos que ilustram a matéria foram autorizadas por Maria Leonor e Ivo Marques