Direitos Humanos
Associação de Diabéticos de Juiz de Fora
Uma entidade que ajuda pessoas carentes a se
prevenirem das complicações do diabetes
Colaboração
28/06/07
Consultas médicas que chegam a custar R$ 4,40 e exames de baixo custo para quem tem diabetes. Essas são algumas das oportunidades oferecidas pela Associação dos Diabéticos de Juiz de Fora, que viabiliza para as pessoas carentes formas de prevenção das complicações do diabetes.
Para ser atendido na instituição é preciso ser sócio da entidade e arcar com uma mensalidade com valor que varia de R$ 3,30 a R$ 30. Tantos os preços mensais, quanto de consultas e exames, variam de acordo com a classe econômica do paciente. Antes de ser sócio, o interessado passa por uma entrevista sócio- econômica que vai definir em quais das sete classes vai se enquadrar, para só então saber quanto terá que pagar.
O vice-presidente da Associação Fernando de Souza Magalhães conta
que dos 2500 sócios, cerca de 85% são de baixa renda. "Nosso maior objetivo
é atender as pessoas que não têm condições de pagar consultas particulares e
também querem ter um serviço diferenciado em relação ao SUS. Também oferecermos
consultas particulares, mas esse não é nosso foco"
, destaca.
O atendimento médico para os sócios é completo e conta com: endocrinologistas,
nutricionistas, oftalmologista, nefrologista, cardiologista, dermatologista ,
enfermeira e dentistas. Além disso, exames importantes como o pé diabético
e de fundo do olho são feitos regularmente com preços especiais. "Essas são
posturas preventivas: o teste de olho pode evitar a cegueira e o do pé previne
problemas de circulação do sangue, que se não tratados podem resultar em amputação.
Essas são duas complicações comuns para quem não toma certos cuidados"
, explica.
E as atividades não param por aí. Fernando destaca que a enfermidade não é uma
doença. "Na verdade diabetes é um estado em que a pessoa se encontra com
e que cria a necessidade de alguns cuidados como: alimentação adequada, medicamentos,
exercícios e acompanhamentos médicos periódicos. No mais, o diabético tem uma vida
normal"
, observa.
Por isso, os sócios fazem grupos de discussão, passeios, aulas de ginástica, para
também levantar a auto-estima. Os que tem condições de rendas precárias ainda ganham
remédios e insulina para controle da doença. "Os preços e benefícios
dependem da realidade econômica dos sócios"
, conta Fernando.
Em algumas atividades os participantes trocam experiências vividas no dia-a-dia do
diabético. Quem está entrando para instituição faz um curso de iniciante. Na
ocasião ele aprende mais sobre a doença e pode compreender a importância de
prevenir as complicações da diabete.
A princípio, a Associação dos Diabéticos tratava apenas de casos do diabetes. Agora, atende também problemas que se enquadram dentro do grupo de risco para a doença. Por isso, quem estiver com mais de 40 anos e estiver com problemas de obesidade, hipoglicemia, descontrole hormonal também pode ser atendido pela Associação.
Em agosto, a Associação dos Diabéticos de Juiz de Fora completa 48 anos de atuação. A iniciativa foi trazida de São Paulo, pelo já falecido, médico Dager Moreira Rocha, sendo a primeira de Minas Gerais e quinta do Brasil. A instituição fica na rua Antônio José Martins, 130, centro, próximo ao antigo Pronto Socorro da Avenida dos Andradas. O telefone para mais informações é (32) 3215-2525.
*Thiago Werneck é estudante de jornalismo da UFJF
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