Direitos Humanos

Quarta-feira, 09 de janeiro de 2008, atualizada às 10h15

Hemominas de Juiz de Fora tem cerca de 16 mil cadastrados para serem doadores de medula óssea


Renata Solano
*Colaboração

Depois da campanha massiva realizada em 2005 para orientar as pessoas a respeito da doação de medula óssea, o Hemominas de Juiz de Fora já conta com o cadastro espontâneo da população.

Segundo a assessora do Hemocentro do município, Ana Elisa Alvim, cerca de 150 pessoas comparecem para realizar o exame e efetuar o cadastro como possível doador de medula.

"Temos cerca de 16 mil cadastrados em Juiz de Fora. As pessoas têm vindo espontaneamente fazê-lo, mas nas cidades pequenas ao redor, como Mercedes e Barbacena, por exemplo, a gente faz a captação no local, porque muita gente não tem como vim fazer o cadastro", comenta Ana Elisa.

Como doar

Para ser um possível doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde e não ter doença infecciosa ou incapacitante.

Em um primeiro momento, o doador deve preencher um formulário com os dados pessoais e retirar entre 5 ml e 10 ml de sangue para conferir a compatibilidade com alguém que está na fila de espera e, dessa forma, para que sejam determinadas as suas características genéticas.

Posteriormente, essas informações são enviadas para o cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, sempre que um novo paciente precise de transplante, esse registro é consultado.

Para efetivar a doação, é preciso que o doador esteja em perfeitas condições de saúde. O ato implica em uma internação por, no mínimo, 24 horas. Após realizar a doação, é possível que, nos primeiros três dias, o doador sinta desconforto no local, mas normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

*Renata Solano é estudante de Comunicação Social na UFJF