Direitos Humanos

Sexta-feira, 06 de julho de 2007, atualizada às 15h18

JF sedia encontro que discute a AIDS na Região Sudeste. Medicamentos genéricos para tratamento da doença chegam em setembro


*Guilherme Arêas
Colaboração

Começa, nesta sexta-feira, 6 de julho, a terceira edição do Encontro Regional ONGs AIDS, o ERONG Sudeste.

O evento, organizado pelo Movimento Gay de Minas (MGM), reúne 250 Organizações Não-Governamentais de toda a Região Sudeste.

O objetivo do encontro, segundo o assessor de projetos estratégicos do MGM, Michel Brucce, é definir objetivos que formam as diretrizes para o trabalho de prevenção da AIDS. "As propostas e diretrizes debatidas nesse evento serão levadas para o encontro nacional que acontece em Goiânia, em novembro, o ENONG", adianta Michel.

Ainda para o assessor, embora o Governo Federal traga a discussão da prevenção para toda a sociedade, muitas pessoas ainda têm a visão preconceituosa de associar a AIDS aos homossexuais e prostitutas.

O encontro acontece até domingo, dia 8, num hotel no Centro de Juiz de Fora. Além das ONGs, participam das discussões, instituições que trabalham com políticas públicas ligadas ao combate a AIDS e cerca de 50 ouvintes.

Mais uma vitória
Os pacientes que recebem tratamento anti-AIDS pelo Sistema Único de Saúde, SUS, terão medicamentos genéricos entre os remédios que fazem parte do coquetel. Juiz de Fora vai receber, em setembro, a versão genérica do Efavirens, o anti-retroviral importado mais usado no tratamento da AIDS no país. O primeiro lote comprado pelo Governo Federal, com nove toneladas do medicamento, chegou ao Brasil no início da semana.

A versão genérica do medicamento foi comprada de um laboratório da Índia, que já recebeu a encomenda de mais quatro lotes do governo brasileiro. Até janeiro de 2008, o Brasil vai importar mais quatro lotes de outra empresa, também indiana. Com essa mudança, o Ministério da Saúde vai economizar cerca de R$ 60 milhões no tratamento de soropositivos tratados pelo SUS.

Na última quarta-feira, 4 de julho, o Governo Federal assinou um acordo que reduziu em 29,5% o preço de um outro anti-retroviral: o Lopinavir/ritonavir, conhecido como Kaletra. O medicamento é o segundo anti-retroviral importado mais consumido no país. Dezessete remédios fazem parte do coquetel anti-AIDS; nove deles são importados.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 790 pacientes realizam o tratamento anti-AIDS no SUS de Juiz de Fora.


*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF