Direitos Humanos

Quarta-feira, 27 de agosto de 2008, atualizada às 18h40

Seminário vai discutir e divulgar violência institucional contra o idoso



Priscila Magalhães
Repórter

Falta de paciência, discriminação e maus tratos contra os idosos em locais como bancos, órgãos públicos, comércio e hospitais são considerados violência institucional. Segundo a coordenadora executiva de atendimento à terceira idade da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac), Maria José Sinhoroto, o grande agravante é que a maior parte das pessoas não sabe que isto é uma violência.

"Quando as pessoas conhecem seus direitos, não permitem que sofram violência", diz ela. Por isso, o Centro de Defesa da Pessoa Idosa vai realizar um seminário nesta sexta-feira, 29 de agosto, para discutir o problema enfrentado pelos idosos e rever as condições de atendimento a eles em locais públicos.

"Nosso objetivo é evitar que a violência institucional aconteça. Queremos educar a população". Segundo Maria José, não existem números de denúncias a respeito desse tipo de violência. "Não há denúncias, porque as pessoas não sabem que isso é um tipo de violência", ressalta.

As violências psicológica, financeira e física são as mais cometidas contra os idosos. As mulheres, entre 71 e 80 anos, são as que mais sofrem. Os que mais violentam são os próprios filhos.

A preocupação com a prevenção da violência está no fato de Juiz de Fora registrar um aumento da população idosa. Segundo Maria José, em 2000 eram 48 mil e, atualmente, são mais de 51 mil idosos na cidade, o que representa mais de 11% da população. "De acordo com a ONU, quando os idosos são 7% da população, esta é considerada envelhecida".

O Seminário tem como tema Envelhecimento e Violência Institucional. É aberto ao público e acontece das 08h às 12h e das 14h às 18h, no Centro de Formação do Professor (avenida Getúlio Vargas, 200). Não é necessário se inscrever previamente.