Direitos Humanos

Terça-feira, 02 de setembro de 2008, atualizada às 12h42

Grito dos Excluídos 2008 deve reunir cerca de mil pessoas durante a passeata



Priscila Magalhães
Repórter

Após o tradicional desfile de Sete de Setembro, que acontece neste domingo, o Grito dos Excluídos toma conta da avenida Rio Branco. A concentração para a manifestação começa às 8h na esquina da avenida Rio Branco com a rua Oscar Vidal. Segundo uma das organizadoras do movimento em Juiz de Fora, Laíse Gouvêa Marangon, a expectativa é reunir mil pessoas durante a passeata.

Para Laíse, o movimento é uma forma de denunciar os sinais de morte, que provocam a exclusão. "Os sinais são corrupção, a impunidade, a violência contra a vida e o uso incorreto dos recursos públicos", explica. Os participantes vão usar faixas e cartazes para chamar a atenção do público para estes problemas e expor o tema deste ano: Vida em primeiro lugar: direito e participação popular.

Como a passeata é a última a sair às ruas, após o desfile, Laíse insiste na participação popular. "Às vezes, ficamos apagados. Seria muito interessante que a comunidade participasse". O fato de o Sete de Setembro ser um desfile festivo, faz com que a população não queira enxergar os problemas de exclusão em Juiz de Fora, segundo Laíse. "A exclusão é chocante e os excluídos deveriam participar em primeiro lugar".

Segundo ela, são 143 áreas de sub-moradias na cidade, localizadas na região da BR-040, onde vivem cerca de 300 pessoas. "Nós que estamos no centro, somos privilegiados e temos que ser solidários com eles. A mobilização é importante para ter uma visão de bem comum", completa.

Uma reunião acontece nesta quarta-feira, 03 de setembro, às 18h30 na Catedral Metropolitana, quando os últimos detalhes para a passeata vão ser definidos. O movimento existe há 13 anos e acontece nacionalmente, com apoio de grupos católicos, movimentos sociais e sindicais.