Os professores e funcionários da rede estadual de ensino realizam paralisação nesta terça, 19, e quarta, 20, em defesa do piso salarial de R$ 1.050, proposto pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Uma caravana de 30 professores da região também irá a Belo Horizonte nesta quarta, 20, para participar da mobilização na Praça Sete.
Em Juiz de Fora, o Arraiá da Indignação está marcado para a tarde desta
terça, 19, no Calçadão da Rua Halfeld, com o objetivo de esclarecer a população
sobre a greve de dois dias. "Não conseguimos uma adesão muito forte na
cidade, já que o governo ameaça cortar o ponto dos professores"
,
lamenta Lúcia Helena Mellino, diretora regional do
Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute-MG).
Desde o dia 23 de abril, os professores estaduais aguardam uma resposta do governo sobre suas reinvidicações. A proposta do Ministério da Educação fixa o valor de R$ 850 para uma jornada de 40 horas semanais. Em contrapartida, a CNTE defende a carga horária de 30 horas semanais e o piso R$ 1.050, para educadores com nível médio, e de R$ 1.575, para quem tem nível superior.
Além do reajuste salarial, o grupo solicita a reestruturação do IPSEMG, concurso público para todos os conteúdos, fim das designações temporárias e insalubridade dos ajudantes de serviços gerais.