Juiz de Fora é a capital nacional do Muay Thai Seminário de porte mundial torna cidade referência em artes marciais e franquia de academia internacional deve chegar à JF
Repórter
14/01/2008
Juiz de Fora se prepara para ser a capital brasileira do Muay Thai. A vinda de Tommy Harinck (foto abaixo), filho de Thom Harinck, à cidade pode marcar uma nova era das artes marciais em toda região. O objetivo da visita dos lutadores, todos referência mundial em K-1, é abrir uma franquia da academia com método Chakuriki em Juiz de Fora.
Para o jornalista especialista em artes marciais, Marcelo Estrela
a franquia pode tornar a cidade o centro das atenções dos melhores lutadores
brasileiros. "Uma academia desse porte, com a marca de Harinck é algo
extraordinário e vai atrair lutadores de todo Brasil. Pela sua posição geográfica,
Juiz de Fora, tem tudo para se tornar uma cidade referência no K-1"
, acredita.
Segundo ele, o K-1 é hoje, considerado um torneio de artes marciais mais importante
do mundo e Tommy Harinck é o um dos melhores treinadores do mundo, mestre de dois
atuais campeões do torneio. "A diferença do k-1 para o Muay Thai é que não são permitidas
cotoveladas, mas no resto são características do boxe tailandês"
, diz.
Tommy disse que sua vinda ao Brasil para abrir uma academia em Juiz de Fora.
"O Carlos Silva vem mantendo contato com meu pai há algum tempo e
vim aqui para dar nosso seminário e preparar treinadores para abrirmos uma
academia em Juiz de Fora"
, revela.
O interesse de Tommy é realizar um intercâmbio entre atletas holandeses,
uma das maiores potências do muay thai, e os brasileiros. "Pelo que vi no
Rio de Janeiro há quatro anos atrás (até então sua única visita ao Brasil) os
lutadores daqui ainda estão em baixo nível técnico, mas proponho essa troca de
experiências e acredito que os atletas daqui tem muito o que evoluir"
.
A franquia da academia chakuriki já existe no Japão e foi idéia do mestre e
presidente da Federação Mineira de Muay Thai
em Muay Thai Carlos Eduardo Nunes da Silva trazer seus idealizadores
ao Brasil. "O boxe tailandês é uma luta muito dura, direito sai gente machucado,
com ferimentos grandes. Esses lutadores que fazem chakuriki estão sempre inteiros"
.
Depois de perceber a estagnação do muay thai, em Minas e em Juiz de Fora, Carlos
passou a entrar em contato com Harinck, através de e-mails, para que ele visse
ao país e desse uma revitalizada no esporte. "Acima de 60 kg, os melhores
lutadores de muay thai são os holandeses. Por esse nível técnico
é um sonho trazê-los para cá"
O treinador juizforano, admite que a idéia é abrir uma franquia chakuriki na
cidade. "Esse é um pensamento nosso e vamos avaliar tudo depois desse seminário.
Eles não vão passar nem um golpe em especial, mas a forma de treinar, isso muda
um pouco. Além disso, abrimos as portas para trazer lutas de fora e movimentar
o muay thai em toda cidade"
, afirma.
O
seminário termina nessa segunda-feira, dia 14 de janeiro, em Juiz de Fora, e
está sendo realizado na academia Clube do Boxe. A vinda do Grão Mestre Thom Harinck era
aguarda, mas seu filho foi quem compareceu. "Isto não tira o prestígio do evento,
já que Thom está mais como empresário. Sua grande fase foi anos 80 e 90. Tommy
é seu pupilo e esse seminário é de extrema importância para as artes marciais
de todo Brasil"
, completa o também lutador há 26 anos, Marcelo Estrela.
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