ACESSA.com - Nesse primeiro contato, o
senhor já identificou algum problema na equipe?
Joel Martins -
Vamos conversar com os
jogadores para eu poder ter uma idéia melhor da equipe.
Talvez vamos mudar a forma de jogar. Porque se um time está
perdendo, ele não está bem, tem alguma coisa errada,
então vamos procurar conversar e analisar com os próprios
resultados qual setor precisa de um aprimoramento maior.
ACESSA.com - Como foi a sua carreira??
Joel Martins -
Como jogador, a minha vida
começou no juniores do América e depois Fluminense. Fui
para o Bangu já como profissional e depois o Botafogo me
comprou em 1961. Nessas passagens tive grandes glórias, tive a
felicidade de ser campeão em todas as categorias. Como
treinador fui campeão nos estados de Belém, Maceió,
Brasília, Maranhão... Graças a Deus foi uma
carreira de glória. O último time que treinei foi o
Goytacaz em 2003.
ACESSA.com - Como você avalia os
primeiros jogos do Tupi na competição?
Joel Martins -
Eu não acompanhei
todos os jogos. Em alguns eu estava no Rio, por problemas de família.
Por causa dos treinamentos da equipe júnior coincidir muito
com dos profissionais, não tive a oportunidade de ver muitos
treinos. Então vamos fazer três coletivos essa semana
para conhecer mais o grupo e ver se há necessidade de
modificação.
ACESSA.com - A perspectiva é de
continuar como treinador do Tupi?
Joel Martins -
Isso aí não
tem problema. O Alemão (dirigente) me trouxe para fazer um
trabalho nas divisões de base. Mas se nesse momento a
categoria profissional do Tupi está precisando do meu
trabalho, nós vamos trabalhar independente se vou ficar ou
não. Eu quero cooperar, ajudar para fazer o Tupi voltar a
ganhar.
ACESSA.com - Como é o estilo de
trabalho do Joel Martins?
Joel Martins -
Tem momentos que o
treinador tem que ser um pouco enérgico, ter postura. Em
outros, você tem que levar na valsa lenta, depende do momento
do time, como o time estiver. Agora, eu sou muito exigente, temos que
trabalhar muito, principalmente, a parte tática. Em casa você
tem uma forma de atuar e fora , outra. Em casa você tem que ser
mais agressivo.
ACESSA.com - O que o senhor pode dizer
para o torcedor do Tupi?
Joel Martins -
Para o torcedor comparecer
ao estádio para incentivar o time. Com eles as coisas já
estavam um pouco difíceis, sem eles com certeza vai ficar mais
difícil ainda. Também peço para dar um crédito
a mim, ou ao treinador que pode chegar. Porque vamos trabalhar para a
melhoria do clube e eu tenho certeza que o Tupi vai voltar a ser
aquela equipe vencedora.
Guilherme de Oliveira é estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Juiz de Fora
Av. Barão do Rio Branco, 2390 - Centro - 36.016-310 - Juiz de Fora - MG - Fone: (32)2101-2000 | (32)3691-7000