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Recordar é viver. No futebol, essa frase tem o poder de invocar
glórias, tragédias, vitórias, lágrimas. Quando Tupi e Atlético Mineiro se
encontrarem no Estádio Radialista
Mário Helênio,
no próximo domingo, dia 28 de janeiro, estarão frente a frente dois alvinegros, dois "Galos" que vão
escrever mais uma página desse confronto. Uma "briga de galo", legítima,
em que o terreiro
onde se disputa faz toda a diferença.
No confronto entre as duas equipes a vantagem é Atleticana. Foram 30 vitórias, 10 empates e 11 vitórias do Tupi. O Galo da capital marcou 90 gols e o Carijó, 45. Apesar da desvantagem, o torcedor do Tupi, o mais supersticioso talvez, consiga ver uma vantagem em meio a tantos números. Qual? Ser o dono do terreiro no jogo de domingo. Apesar de um empate (1 x 1) e uma vitória do Atlético, 1 x 0, (que quebrou um tabu de oito anos) nos dois últimos confrontos na cidade, a história mostra outras tendências. |
Nos jogos da década de 80, quando o Tupi era figurinha certa nos álbuns do Campeonato Mineiro da primeira divisão, marcam a supremacia do time do interior.
Naquela época, as duas equipes se enfrentaram em quase todos os anos e o respeito pela casa do adversário era evidente. No Mineirão, vitória certa do Atlético. Em Juiz de Fora, vitória ou empate do Tupi.
De 1984 a 1990 só deu Tupi em Juiz de Fora. A escrita começou em 1984,
com a vitória por
2 x 1 de virada,
no Salles de Oliveira. Com dois gols de Nequinha tinha
início o longo jejum atleticano em terras juizforanas.
Na época o treinador do Tupi era Augusto Clemente. "Aquele foi um jogo
de briga praticamente, aguerrido. Estava 1 a 0 para o Atlético e no final
do jogo viramos. Após o jogo eu lembro que o Angela Maria (torcedor folclórico) deu
um chute no Éder, deu polícia e tudo. Depois o Éder virou e jogou ele longe"
,
lembra o atual supervisor do Estádio Municipal.
Antes de se iniciar a escrita, em 1982, o Atlético Mineiro venceu o Tupi em Juiz de Fora pelo placar de 2 a 0, com gols de Éder e Bira. De lá para cá, foram muitos os insucessos do time da capital, sendo o Tupi a pedra no sapato, conquistando vitórias mesmo em situações adversas e arrancando empates nos minutos finais.
Durante o período áureo do Tupi no confronto dentro de casa, os estádios Salles de Oliveira, Procópio Teixeira e o Municipal eram os "terreiros' do Galo Carijó, onde a supremacia Atleticana sempre encontrou obstáculos. Foram 5 vitórias, 5 empates e uma derrota, em 1992, com gol de Ryuler, quebrando o tabu.
Com tantas histórias, o confronto foi perdendo um pouco da rivalidade por causa da ausência do Tupi nos campeonatos da década de 90 e fez com que os torcedores mais novos não sentissem o gostinho do confronto. O longo período sem confrontos criou uma nova escrita. O Tupi venceu pela última vez no dia 15 de abril de 1990, gol de Pitita, no Salles de Oliveira.

Local: Estádio Salles de Oliveira, Juiz de Fora - MG
Renda e público: Cr$ 193.100,00 e 2631 pagantes
Juiz: José chéu da Silva
Gol: Pitita (Tupi), aos 42 / 1º tempo.
Tupi: Nélson; Mauro, Eduardo, Cardoso e Evaldo; Gomes, Jordam e Zé Ricardo; Bebeto, Karlyle e Pitita (Charles) Técnico: João Pires