O atacante Allan não lembra, o lateral direito Zé Carlos coça a cabeça. O diretor de futebol, Alemão, tenta puxar na memória e nada. O torcedor fiel se confunde e o meia Pires responde errado. E você, lembra do último empate do Tupi?
Se o Tupi fosse figurinha carimbada nos jogos da loteria esportiva, quem aposta no empate nos jogos do Galo Carijó não estaria nem um pouco satisfeito. O último empate foi no dia 18 de maio de 2006 em jogo contra o Mamoré, no estádio Municipal, por 1 a 1. Ou seja, depois disso passou o Campeonato Brasileiro, Copa do Mundo, o Tupi disputou a Taça Minas Gerais e o saldo final nos jogos é: três pontos, ou nada, sem meio termo. No Campeonato Mineiro já foram 4 jogos e o placar: 2 vitórias e 2 derrotas.
O torcedor do Tupi,"Beto", de 54 anos, se confundiu todo quando perguntado se
lembrava dessa última vez que o placar terminou em igualdade. "Não estou lembrando. O Tupi
só ganha ou perde! Tem muito tempo mesmo"
. Depois de saber a resposta, ele lembrou.
"Isso mesmo, eu fui nesse jogo. Boa parte da torcida já estava indo embora, quando o Mamoré
empatou aos 47 minutos de falta. Eu estava no ônibus"
, lembra.
Para alguns jogadores do Tupi, como é o caso do atacante Allan, o fato de não empatar não passa de coincidência e não chega a repercutir entre os jogadores. Porém, um empate representa mais um ponto e o Tupi sabe muito bem a falta que isso faz. Na Taça Minas foi o que faltou para a classificação, agora no Campeonato Mineiro é a diferença para o "grupos dos quatro" que avança para a fase final.
Para o treinador Tita, nas duas derrotas no Estadual, o alvinegro de Juiz de Fora
teve a chance
de sair com um resultado melhor. "Contra o Ituiutaba
e o Guarani tivemos todas as possibilidades de empatar a partida, são pontos que
podem prejudicar"
, alerta Tita.
Com relação a Taça Minas, Tita sabe que um ponto fez falta, mas que dessa vez,
espera que isso não se repita. "Esperamos que isso não aconteça novamente para
que consigamos nosso objetivo maior que é a classificação"
, diz o treinador.
O diretor de futebol, Alemão, acredita que a situação não é tão normal.
"Normal não é, a gente tem que, às vezes, saber jogar pelo resultado,
um time que quer chegar precisa desses pontos"
, diz.
Nessa onda de vitórias e derrotas, depois do empate contra o Mamoré, foram 10 vitórias e 10 derrotas, 24 gols pró, e 22 gols contra, em jogos oficiais. Nos amistosos, a escrita continua, Botafogo, Volta Redonda, Entrerriense e Nova Iguaçu são alguns exemplos.
Se um ponto faz falta, nos próximos jogos o torcedor não quer saber de conquistar somente um ponto. Depois de quatro jogos, três fora de casa, o elenco também sabe da importância de vencer, principalmente, os dois próximos confrontos. Afinal, os jogos acontecem em Juiz de Fora e um empate pode ser considerado como uma derrota.
*Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora