Terça-feira, 25 de novembro de 2008, atualizada às 17h14
Crise econômica faz ceia ficar mais cara esse ano. Castanhas, frutas cristalizadas, nozes e peixes estão entre os produtos e alta
Repórter
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Os juizforanos podem se preparar, pois os produtos natalinos devem ficar mais caros esse ano. A crise financeira sobre a qual todos falam no momento, vai interferir na mesa dos brasileiros que não abrem mão das castanhas, frutas cristalizadas, nozes e peixes na mesa durante as festas de fim-de ano.
O gerente de uma loja de frios da cidade, Pedro Paulo Oliveira explica que não há como segurar
os preços e os aumentos serão repassados ao consumidor. "Muitas mercadorias são importadas e como
o dólar subiu, os valores vão aumentar, com certeza"
, esclarece.
Para o economista Evandro Teixeira, já era esperado um aumento nos produtos natalinos esse ano.
"A crise financeira dos Estados Unidos fez o dólar aumentar e, como muitos produtos são adquiridos
em dólar, a moeda de referência para o mercado brasileiro, os preços vão subir"
, explica. Ele
acredita que as pessoas serão mais moderadas nas compras dos itens para a ceia, preferindo gastar
menos.
Evandro ressalta ainda que a crise pode acarretar no aumento da procura por produtos nacionais.
"Como os importados estarão mais caros, as pessoas tenderão a substituí-los por itens produzidos
no Brasil"
, diz.
Na próxima quinta-feira, dia 27 de novembro, a Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento (SAA) vai divulgar os dados do Disque Natal, uma pesquisa realizada todos os anos sobre preços dos produtos consumidos na época. No Portal ACESSA.com, você vai conferir o levantamento no Guia do Consumidor, do caderno Direito & Justiça.
Preferências do juizforano
O gerente Pedro Paulo Oliveira explica que todos os anos os produtos de maior saída nessa época são a castanha portuguesa, nozes, frutas cristalizadas e o tender.
Já a funcionária de uma casa de peixes no centro, Lenira Ferreira, explica que ao contrário
do que se pensa, o juizforano não só consome mais bacalhau em tempo de festas de fim-de-ano,
mas também outros tipos de peixes. "Vendemos em média 50% a mais de outros tipos, como, o salmão,
anchova e cação"
, informa.
A procura ainda está no começo, de acordo com eles. "O movimento tende a crescer no início de dezembro.
É quando as pessoas recebem o décimo terceiro"
, explica Pedro Paulo.
