Há cerca de três anos, Pedro Assad de Matos Zerlottini, agora com
nove anos, começou as aulas de
música no Conservatório Estadual de Música após ter ganhado um sorteio. As aulas eram de flauta
e ele confessa que não queria ir. "Minha mãe me inscreveu e eu ganhei. Então comecei a
gostar um pouco"
, conta ele.
Depois da flauta veio o violino. No instrumento, Pedro sabe tocar Parabéns
pra você e a tradicional canção de Natal, Bate o sino. Atualmente,
ele estuda piano e está prestes a fazer sua primeira apresentação em público.
Ainda em setembro, ele e mais duas pessoas vão apresentar uma peça no Conservatório
e diz que está seguro. "Não estou ansioso"
, diz.
Além da aula de piano, ele faz canto coral e criatividade. Na primeira aprende a cantar e sobre as notas musicais. Na de criatividade estuda a escala de dó e aprende a escrever as notas.
Mesmo com toda essa bagagem, o menino diz que ainda não teve oportunidade de estudar os
instrumentos que queria. Em sua lista estão a guitarra e a bateria. "Eles fazem mais
barulho"
, diz ele, pensando em ter uma banda, um dia. "Quero tocar um dos dois
instrumentos"
.
As aulas de música trouxeram mais alegria à sua vida. Além disso, ele acha que ficou mais
comunicativo, mais calmo e tem mais atenção às aulas, não só de música. "Presto a
atenção nas aulas da escola também"
. E acrescenta. "Sou mais obediente com meus
pais e com as minhas tias"
.
Ele se orgulha em dizer que o rendimento na escola, onde cursa a 3ª série, é muito
bom. "Até hoje só tirei um C. A maioria das minhas notas é A e B"
, conta.
A disciplina que ele mais gosta é a matemática. Pelo menos era, até o ano passado.
"Na 2ª série eu terminava primeiro que todo mundo e acertava tudo"
. Geografia
e português também estão entre suas preferências.
Ele diz gostar de estudar. Para ele, é importante e uma forma de aprender mais.
Outra forma de complementar os estudos e aprender é a leitura. Ele já comprou dois
livros e leu cada um deles mais de uma vez. "É bom ler. Assim, eu aprendo a escrever melhor
as palavras e fico conhecendo outras. Quase nenhuma criança gosta de ler"
.
Entre as histórias favoritas estão as de suspense, que envolve monstros. "Eu gosto de mistério,
tipo o desenho do Scoob Doo. Às vezes, meu coração bate forte e quero chegar logo no
final"
.
O garoto também se dedica aos esportes. O primeiro foi a natação e por preferir o campo que
a piscina, ele acabou largando. O futebol aconteceu por insistência de Pedro. "Todo
dia passava perto do lugar de aulas com a minha mãe e sempre pedia para ela me colocar.
Aí um dia eu comecei"
.
Agora, ele vai voltar para a natação, mas não quer largar o futebol. Aliás, seguir carreira
nos campos é um de seus sonhos. "Quero jogar no Atlético Mineiro, no Vasco, na seleção
brasileira e no Boca Juniors, para ganhar do Cruzeiro"
. No futebol, treina pênalti, faz aquecimento
e joga com o time. "É isso que eu mais gosto de fazer, porque corre mais.
Às vezes, a gente faz falta,
mas não brigamos com os colegas"
. O futebol já rendeu a Pedro três medalhas. "Fiquei
muito feliz em ganhar"
.
Se não for jogador de futebol, Pedro vai se inspirar no pai e seguir sua carreira.
"Ele trabalha no aeroporto, consertando avião. Eu também quero consertar ou então
ser piloto"
.
Nos momentos de lazer, Pedro gosta de brincar de video-game, de ficar na internet
e em casa com os amigos. "Eles vão na minha casa ou eu vou na deles e quando a gente
faz bagunça, eles me ajudam a arrumar meu quarto"
. A internet é uma aliada de Pedro
quando ele precisa de ajuda. "Quando quero pesquisar alguma coisa e não acho no dicionário,
entro na internet e completo meus estudos assim"
.
Entre os planos para o futuro está aprender uma língua estrangeira e ele escolheu o
espanhol. "Minha tia faz e diz que ia começar a me ensinar, porque ainda não tem turma
nos horários vagos que eu tenho. Espanhol é mais fácil e muita gente fala essa
língua no mundo"
. Em italiano, ele diz que sabe falar o próprio nome. "É Pietro"
.
Pedro já contou que as aulas de música fizeram com que ele se tornasse mais obediente
e atento. Por isso, aprendeu o que os pais o ensinaram. "Minha mãe diz para
eu não bater nos outros, para ter educação e para não jogar papel no chão"
, conta.
E ele garante que segue todas as orientações dela. "Quando quero jogar um papel
fora e não tem lixeira, eu guardo até chegar em casa. Eu sempre vejo um velhinho jogando
lixo na rua e acho feio"
.
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